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Paraíba, 24.05.2017

Conceitos iguais para acusações diferentes

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Durante toda a semana, acompanhei envergonhado (e isso é uma mea-culpa, enquanto jornalista), uma série de notícias e comentários fora do contexto, que não podem deixar de ser avaliados. O mais engraçado é que, em grupos privados de redes sociais, tem muito profissional da imprensa achando que vamos ‘comprar’ suas versões ou suas manchetes.

Foram muitas, mas a que mais me chamou a atenção foi a do desdobramento da  ‘Operação Gabarito’. Longe de mim querer me arvorar de obundsman. Mas não dá pra ficar calado quando assistimos o esforço de alguns em tentar  o imaginável. Vejam a seguir.

Na Operação Gabarito foram detidos parentes do agente de trânsito Diogo, morto em janeiro durante um blitz da Lei da Seca, atropelado pelo jovem Rodolpho Carlos, acusado de dirigir um carro de luxo, acelerar e bater no agente. Os vídeos circulam por aí para não deixar dúvidas da ação.

Pois, na Operação Gabarito, a irmã de Diogo foi detida, suspeita de participar de um esquema de fraude de concurso público. De imediato, foram lançadas suspeitas de que o agente teria passado no concurso do Detran por meios ilícitos.

Tudo isso tinha um só objetivo. Desqualificar tudo que foi produzido contra Rodolpho até agora e passar a imagem de que Diogo (morto) era criminoso. Cheguei a ver uma postagem que chama a irmã de Diogo como “a princesinha da quadrilha”.

O fato não pode se sobrepor às acusações que pairam sobre Diogo e seus familiares. Uma coisa não tem nada ver com a outra. Não me surpreende a tentativa de defesa do empresário.

O ‘crime’ de Diogo não tem nada a ver com o ‘crime’ de Rodolpho. São dois julgamentos que devem chegar ao final sem conexões. O que se vê são tentativas midiáticas de agravar mais o ‘crime’ de Diogo e minimizar o ‘crime’ de Rodolpho.

Cada processo seguirá sua vertente, mas não podemos banalizar crimes contra pessoa dessa maneira. Que se faça Justiça. Nos dois casos.

 

 

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