Advogado diz que “revanchismo da oposição” não deixará Ricardo inelegível

O advogado de defesa do governador Ricardo Coutinho (PSB), Fábio Brito, disse, nesta quinta-feira (4), ter a plena certeza de que o governador Ricardo Coutinho não sofrerá inelegibilidade, por conta das ações impetradas pela oposição e que pedem a cassação do seu mandato, es estará livre para disputar qualquer mandato eletivo no ano que vem. Para o advogado, a oposição tenta instalar "um clima de revanchismo" e a cada derrota na Justiça Eleitoral trabalha para esse clima ficar ainda mais radical.

Fábio Brito foi o entrevistado no programa 27 Segundos, da RCTV, nesta quinta à noite. "Posso te assegurar que esse clima de revanchismo que acompanha os que foram derrotados em 2014 só faz se acentuar, ao invés de arrefecer. É preciso acabar com esse clima de revanchismo e temos plena convicção que nenhuma ação administrativa sofreu desvirtuamento na sua finalidade", argumentou o advogado.

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Ele disse ter ter a certeza que o governador estará à disposição do eleitor paraibano em 2018 caso ele queira lançar-se candidato. Ele também falou sobre a vitória que a defesa obteve no julgamento da Aije da PBPrev, por 5 votos a 1, no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB). "Nós demonstramos ao longo do processo que rotina administrativa vinha desde 2016, com valores muito maiores do que foi pago em 2014. O Tribunal reconheceu que nenhum desses pagamentos foi realizado de maneira seletiva. E mais: 44% das pessoas que receberam pagamentos no segundo semestre de 2014 eram maiores de 70 anos e sequer eram obrigados a votar", argumentou.

No caso das denúncias contidas na Aije da PBPrev, segundo Fábio Brito, ficou demonstrado que "dos 1.654 aposentados e pensionistas que receberam seus direitos no ano de 2014, chegamos a 0.005% do eleitorado apto a votar".

Na opinião do advogado, a acusão não terá sucesso nas instâncias superiores. "Recurso no TSE faz parte da dinâmica do processo eleitoral. Mas estamos muito convictos que a decisão do TRE foi consubstanciada em fundamentos muito fortes e temos certeza que os ministros manterão a decisão do TRE-PB", disse.