APLP quer incorporar parte dos valores das bolsas do magistário à aposentadoria de professores

No mesmo dia em que o Governo do Estado publica no Diário Oficial os valores das bolsas de desempenho e eficiência do magistério, representantes da Associação dos Professores em Licenciatura Plena levaram aos deputados estaduais uma tabela em que indicam as perdas com a aposentadoria. Isso, segundos eles, porque não há nenhuma previsão legal de incorporação dessas gartificações aos vencimentos percebidos pelos servidores na ativa.

Professores polivalente (classe A) com 25 anos têm vencimentos de R$ 1.903,54 e com 30 anos chegam a R$ 1.941,61. Com as bolsas, que são fixas e variáveis, na mesma classe A um professor com 25 anos fica com vencimentos de R$ 2.841,99 e com 30 anos chegam a R$ 2.877,00. Com a chegada da aposentadoria, um professor polivalente classe A, com 25 anos, perde R$ 938,45; e um com 30 anos perde R$ 945,39.

Todos esses números estão numa tabela da APLP que foi entregue ao presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gervásio Filho (PSB), e a outros parlamentares. O presidente da entidade, Bartolomeu Pontes (foto) disse que essa é uma tentativa de encontrar uma saída negociada com o governo, para que o magistério não tenha tanto prejuízo ao se aposentar. Segundo a ALPB, pelo menos 30% do magistério paraibano já deveriam estar aposentados, mas preferem continuar em sala de aula para não ter redução no poder aquisitivo.

A última classe da tabela da APLP, para um professor com doutorado, com doutorado, os vencimentos na ativa chegam a R$ 2.786,98; para um com 30 anos eles atingem R$ 2.842,72. Nessas mesmas categorias, somando-se as bolsas fixas e variáveis, os vencimentos na ativam pulam para R$ 4.134,14, para quem tem 25 anos; e R$ 4.196,24, para os que têm 30 anos. Aposentados, esses professores, respectivamente, têm perdas de R$ 1.347,16 e R$ 1.353,52.