Campanha mobiliza advocacia paraibana contra Zica

 

Com 63 casos de microcefalia e/ou malformações sugestivos de infecção congênita, de acordo com dados do Ministério da Saúde divulgados esta semana, os mais de 20 mil advogados inscritos na Paraíba deflagram uma campanha de combate ao Aedes aegypt, mosquito transmissor do Zika vírus. Neste sábado (05), a Caixa de Assistência dos Advogados da Paraíba (CAA/PB) promove um dia de mobilização, com concentração a partir das 7h, no Busto de Tamandaré, em João Pessoa.

Com o slogan “Advocacia unida contra o Zika: ele não tem defesa”, a campanha tem por objetivo alertar a sociedade sobre os riscos da microcefalia e a importância do combate ao mosquito Aedes aegypt.

O advogado Carlos Fábio, presidente da CAA/PB, disse que a mobilização deste sábado é apenas o pontapé inicial de um amplo movimento cuja idéia é, também, conscientizar os advogados da importância de repetir o mesmo trabalho em seus escritórios e nas suas casas. “O trabalho da Caixa de Assistência é desenvolver atividades que visem à saúde e ao bem-estar da comunidade. Diante da gravidade da situação, conclamamos todos, advocacia e sociedade civil, a unirem forças em prol da vida”, frisou.

Dados do Ministério da Saúde apontam para 63 o número de casos de microcefalia na Paraíba. Outros 306 casos foram descartados e 441 seguem em investigação, somando 810 notificações desde o ano passado. Em todo o Brasil já são 5.909 casos, sendo 641 confirmados e 1.046 descartados.

A Paraíba segue em quarto lugar no ranking dos casos confirmados, ficando atrás apenas de Pernambuco (215), Bahia (136) e Rio Grande do Norte (77). Os casos foram registrados em 203 cidades de 13 unidades da federação, incluindo o Distrito Federal.