Cássio se indigna com ameaças da Contag

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), afirmou que a ameaça do secretário de finanças e administração da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Aristides Santos, em que o militante defendeu a invasão das terras pertencentes aos parlamentares favoráveis ao impedimento de Dilma Rousseff, é uma tentativa de destruir a democracia.

Santos fez a declaração durante um ato no Palácio do Planalto oficialmente destinado à regularização de terras de quilombolas e à reforma agrária.

Não vão nos intimidar”

O senador tucano destacou o fato de a ameaça ter sido feita em um evento do governo federal. “O governo já destruiu uma das pilastras mais importantes conquistadas pelo Brasil, que foi a estabilidade econômica e o equilíbrio fiscal do país, e agora quer destruir outra conquista do povo brasileiro, que é a democracia, o respeito às divergências, com todo esse processo de incitamento à violência a partir do próprio Palácio do Planalto. Como se não bastasse ter destruído a economia do Brasil, que foi uma conquista do Plano Real, eles agora tentam destruir a própria democracia com esse processo vão de intimidação. Só que eles não vão nos intimidar, não vão ganhar no grito”, destacou o parlamentar.

Durante o evento no Palácio do Planalto, o secretário da Contag afirmou que “a forma de enfrentar a bancada da bala contra o golpe é ocupar as propriedades deles ainda lá nas bases, lá no campo. E é a Contag, é os movimentos sociais do campo que vão fazer isso. Ontem dizíamos na passeata: vamos ocupar os gabinetes, mas também as fazendas deles. Porque se eles são capazes de incomodar um ministro do Supremo Tribunal Federal, nós vamos incomodar também as casas, as fazendas e as propriedades deles”.

O discurso levou o líder da Oposição na Câmara, o deputado federal Miguel Haddad (PSDB-SP), a anunciar uma representação contra Aristides Santos por incitação à violência. O tucano também criticou o fato de o Palácio do Planalto estar sendo transformado em palanque para os defensores do governo Dilma.