CG tem mais de 90% de casos recuperados da Covid

No processo do ‘novo normal’ os números diários de casos da Covid 19 não vão desaparecer. Essa realidade vai nos lembrar de que a pandemia não foi flexibilizada. Ela continua em alta, mas podemos fazer agora uma leitura mais racional dos dados. Vamos assistir o registro dos casos confirmados, certamente, aumentando. A preocupação tem que se voltar a dois dados específicos: o de casos recuperados e os de mortes. Eles vão determinar como se dará o ‘novo normal’.

Além deles, tem que se observar a ocupação dos leitos, nas enfermarias e UTI’s ocupados por pacientes com Covid 19.

Vamos tratar primeiro da Paraíba, com 52.728 confirmações da doença. Os óbitos representam 2,08% e os recuperados 34,2%. Na capital João Pessoa, são 11.453 casos confirmados, com índice de 79.7% recuperados e 3,32% de mortes.

Campina Grande é um caso à parte, um ponto fora da curva. É que de 6.502 casos confirmados, o percentual de recuperados chega a 91,2%, percentual de 2,07% de letalidade e a taxa de óbitos 1,83 por cem mil habitantes.

No Alto Sertão, dois exemplos, dois municípios vizinhos. Cajazeiras, com 609 casos, tem recuperação de 74,5% e um percentual de 2,95% em óbitos. Já em Sousa, com 643 casos, chegou a 57,6% de recuperados e 1,08% de mortes.

Na região metropolitana de João Pessoa, no Litoral Sul tem o Conde, com 413 confirmações, com uma taxa de 41,16% de recuperados e 1,45% de mortes. No Litoral Norte tem Cabedelo, que das 1.929 notificações tem 79,7% em recuperação e 1,03% de mortes.

A taxa média de mortes não tem muita diferença entre alguns municípios, observando-se a posição geográfica de cada um. A taxa mais alta confirma a interiorização dos casos, mas o percentual de recuperação é um alento para as próximas projeções. Nesse item, Campina Grande é o diferencial, com mais de 91% de pacientes recuperados da Covid.

As autoridades sanitárias de Campina Grande não escondem que mantêm um protocolo de tratamento experimental utilizado que é o chamado “Protocolo de Madri”. A terapia consiste na associação de medicamentos como hidroxicloroquina e azitromicina na primeira fase da doença, e da injeção de corticoides, na segunda.

Apesar não haver comprovação da eficácia, o Conselho Federal de Medicina e o Ministério da Saúde indicaram o uso da cloroquina e hidroxicloroquina em pacientes com coronavírus a critério médico e com consentimento dos pacientes.