Cresce presença de mulheres no mercado de drones



Apesar do crescimento das mulheres em diversas áreas profissionais, o público masculino ainda é majoritário, principalmente, na área de tecnologia. O cenário vem mudando cada dia mais, porém, muito precisa ser feito para fomentar ainda mais progresso e visibilidade das mulheres. O desenvolvimento da tecnologia dos drones, bem como suas aplicações em diferentes indústrias, vêm aumentando nos últimos anos. Esse desenvolvimento, proporcionou o crescimento de mulheres que pilotam os equipamentos profissionalmente. Em homenagem ao Dia das Mulheres, a DJI, fabricante líder do setor de drones, selecionou algumas das diversas profissionais que complementaram suas atividades utilizando a tecnologia.



De fotógrafas e criadoras de conteúdo à empreendedoras e engenheiras, no Brasil há, atualmente, muitos exemplos de mulheres que estiveram envolvidas no mundo dos drones e descobriram sua paixão. Ana Catarina, fotógrafa de surf, utiliza considera o drone um tempero a mais para suas captações. Utilizando o equipamento há dois anos, Ana comenta que os drones revolucionaram o mercado quando tornaram acessível fotografar do alto. “É uma perspectiva que não vemos aqui de baixo e quando levanto voo, percebo um mundo praticamente paralelo, como se fossemos maquetes mesmo”, diz. “Hoje em dia, o drone complementa meu trabalho não só no surf, mas em outros nichos também. Não consigo ficar mais sem”, complementa a fotógrafa.

Criado pela fotojornalista Marizilda Cruppe, em 2016, a YVY Mulheres da Imagem busca reunir mulheres de todas as regiões do país – principalmente fora das principais capitais – com foco principal disseminar trabalhos de fotógrafas, cinegrafistas, ilustradoras e designers, abordando temas que interessam às mulheres. O movimento ainda viabiliza debates sobre desigualdade de gênero em concursos e festivais de fotografia. A fotojornalista, atualmente, gosta de contar histórias sobre direitos humanos, desigualdade social e de gênero, e os uso dos drones facilitou o seu dia-a-dia profissional.






Posso subir o drone facilmente para fazer as imagens (tanto fotos quanto vídeos) que preciso para complementar as minhas histórias. Nem sempre há orçamento para fotos aéreas de avião ou há um local seguro para subir com a câmera fotográfica. Então, o drone se tornou uma ferramenta indispensável no meu set de equipamentos. Há tempos eu acompanhava os lançamentos da DJI e quando o Mavic Pro foi lançado eu vi que tinha o tamanho ideal para a minha bagagem. Eu sou nômade há quase quatro anos e reduzi meu equipamento, acessórios, roupas. Atualmente, trabalho com o Mavic 2 Pro e estou feliz com a Hasselblad. Ter um drone me deixou mais independente e otimizou meu tempo em campo” explica.

Quanto ao mercado de trabalho e oportunidades, Marizilda destaca que não importa a área. “É sempre mais desafiador para mulheres, mais ainda para as mulheres negras, indígenas e trans. O mercado de fotografia e vídeo não é diferente dos demais, pois ainda é dominado por homens”, finaliza.

Essa nova tecnologia apresenta um novo nicho de mercado com amplas oportunidades de negócios. Em meados de 2014, Raquel Molina reconheceu a possibilidade de atuação, em uma época em que os equipamentos ainda eram pouco utilizados no país. A empresária passou a oferecer aulas de pilotagem de drones e fez com que outras pessoas também se desenvolvessem profissionalmente neste mercado, se tornando assim a primeira instrutora mulher de drones do Brasil. Para Raquel, o mercado de tecnologia acaba sendo predominantemente masculino. “Vejo pouco a pouco esse cenário mudar, mas nós notamos um aumento de mulheres interessadas em utilizar drones. Na verdade, fico muito contente quando vejo mais mulheres na área de tecnologia, que servirão de exemplo para diversas mulheres para verem que elas podem sim ter sucesso, inclusive em áreas diferentes onde muitas vezes elas são desacreditadas”, celebra





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