Crime cibernético lucra mais que narcotráfico

O crime cibernético lucra mais que o tráfico de drogas no Brasil e no mundo. Esse foi um dos aspectos da palestra de André Romanin, Technical Solution Executive do Insituto SIDI Samsung, no seminário “Novas tecnologias aplicadas à área da segurança”, dentro da programação da Conferência Nacional da União Nacional dos Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), que está sendo realizada até sexta-feira em Foz do Iguaçu. O seminário também contou com palestra do professor Cláudio Furtado, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Paraíba. O deputado estadual Ricardo Barbosa é presidente da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia, organizadora do seminário, que foi realizado na tarde desta quarta-feira, 7.

Para Barbosa, a função precípua do seminário é no sentido de atualizar os parlamentares sobre as novas tecnologias nessa área e as perspectivas num futuro próximo. “Como parlamentares, atentos às necessidades de nossas comunidades, precisamos nos abastecer de informações das diversas áreas de governo, especialmente as mais preocupantes e sensíveis, como a segurança, de modo que possamos contribuir com sugestões e até produção de leis visando à minimização desses problemas. Nós, da Secretaria de Educação, Ciência e Tecnologia da Unale, esperamos, a partir dessa modesta reflexão e dos painéis realizados, poder emprestar alguma contribuição com vistas a uma melhor compreensão do problema e, claro, na direção mais eficiente do seu enfrentamento”, comentou.

André Romanin, em sua palestra “Soluções em segurança para mobilidade”, falou sobre os diversos tipos de ataques cibernéticos, sendo os mais comuns o e-mail phishing (com links falsos, inclusive de bancos); os patrocinados por ramsonware, que é um tipo de sequestrador digital – o arquivo instalado no computador ou celular torna o seu proprietário refém, precisando pagar resgate para recuperar arquivos; os ataques por keylogger, que monitora tudo que é digitado; e por malwares, com instalação de novos vírus. Ele apresentou ferramentas da Samsung para evitar esses danos e promover maior segurança aos usuários, com soluções corporativas e para consumidores comuns, entre elas a plataforma Knox. Também criou ferramenta para uso da segurança pública, com solução para automatização de boletim de ocorrências, consultas de bases de dados e acompanhamento de equipe policial.

“O crime cibernético lucra mais que o tráfico de drogas e é muito mais seguro para o criminoso, que não precisa pegar em armas e pode patrocinar seus ataques em qualquer lugar. Rastreá-lo ainda é muito difícil. Esses ataques geram perdas de 126 bilhões de dólares por ano a empresas e usuários comuns e 1,8 milhão de vítimas por dia”, informou Romanin, alertando ainda para o perigo do uso de internet pública.