Governador defende contenção de gastos e ataca adversários

Durante uma visita à Festa da Luz, em Guarabira,  governador Ricardo Coutinho, voltou a defender sua decisão de criar uma câmara intersetorial para renegociar os contratos com fornecedores. A ideia do chefe do Poder Executivo é reduzir, em até 15%, o preço pago nesses contratos, como forma de diminuir as despesas do estado. Para ele, o governo tem o direito de renegociar. "Se negocia com o preço ou com o quantitativo", defendeu Ricardo.

Segundo o ato governamental nº 5, contratos de até R$ 300 mil por ano poem ser reavaliados. Os adversários do governador Ricardo Coutinho classificaram como "calote institucional" a proposta de renegociação de contratos. Para o senador Cássio Cunha Lima (PSDB), a redução de preços deveria ter sido proposta no andamento das licitações dos fornecedores. Ricardo rebateu: "Num dia o senador atacou o Governo do Estado, alegando que estávamos dando um calote; no outro dia, o governo de São Paulo, que é o seu maior aliado [Geraldo Alckmin, do PSDB] publicou também um decreto nos mesmos moldes", observou.

Para Ricardo, é uma faculdade da administração pública renegociar custos. Ele também ironizou o prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PSD), que teria ensaiado criticar a medida do estado. "Mas devem ter avisado alguma coisa a ele, que recuou para não falar bobagem", disparou.

O governador ainda falou da MP que suspende a data-base dos servidores. Ricardo lembrou que a data-base foi implantada em sua gestão, mas disse que não pode dar reajuste aos servidores estaduais agora. "Se eu der o estado não paga. É melhor esperar", disse.  Ele acrescentou que a arrecadação do Estado caiu, no ano passado, 2,85%.