‘Hiper-precatório’ de R$ 260 milhões pode inviabilizar Estado

Na discussão sobre precatórios que estão sendo pagos no Estado, tem um gigante. A cobrança parte de categorias representantes pelo Sindifisco e pelos engenheiros, decorrentes de demandas judiciais por conta do não pagamento de privilégios em Planos de Cargos, Carreiras e Salários, chega a R$ 260 milhões.

É uma cifra astronômica que o Estado discute na Justiça e vai recorrer até a última instância, por entender que não há direito de tamanha dívida e muito menos existe como pagar essa dinheirama. O procurador geral do Estado, Gilberto Carneiro, enfatiza que essas demandas foram todas geradas em gestões anteriores.

O estoque total de precatórios do Estado chega a R$ 1,4 bilhão. O procurado garante que na gestão de Ricardo Coutinho já foram repassados, até agora, R$ 700 milhões para pagamento de precatórios.

No sábado passado, foi publicado o terceiro edital para pagamento de precatórios por conciliação, com uma câmara de negociação comandada pelo procurador geral do Estado. Serão pagos precatórios referentes a 2010. O Estado disponibilizará R$ 26 milhões e o estoque desse lote chega a R$ 70 milhões. Ou seja, recebe quem se inscrever primeiro.

O precatório esta em fase de execução. A Procuradoria Geral do Estado recorreu novamente, alegando erro de cálculo do juiz. Com isso. O Estado procura majorar o valor.

O procurador geral do Estado foi o entrevistado do 'Rede Debate', na RCTV (canal por assinatura dos Sistema Correio de Comunicação), nesta segunda-feira (15).