Judiciário lembra 100 anos de Rivaldo Silvério

Poder em evento solene no TJPB

O solenidade em homenagem ao centenário de nascimento do desembargador Rivaldo Silvério da Fonseca, foi realizada nesta quinta-feira(31), pelo Tribunal de Justiça da Paraíba, como forma de reverenciar figuras de destaque do poder judiciário paraibano. A solenidade, bastante prestigiada e que teve a presença de três gerações do homenageado, foi realizada na sala de sessões do Tribunal Pleno.

O governador em exercício do Estado da Paraíba e vice-presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Romero Marcelo da Fonseca Oliveira, fez, na abertura da solenidade, uma retrospectiva da vida do homenageado, deste quando aluno do Lyceu Paraibano, passando pela conclusão do curso de Direito em Recife, até assumir a comarca de Cuité, no ano de 1953.

“A iniciativa do Tribunal de Justiça é muito louvável em homenagear o desembargador Rivaldo Silvério. O resgate dessas personalidades e desse trabalho é que vai fazer com que reflitamos sobre nosso passado, presente e futuro”, ressaltou o desembargador Romero.

O governador em exercício falou, também, da importância de reverenciar as pessoas que fizeram história, no Judiciário paraibano. “Estamos aqui não só para prestar homenagem mas para fazer o resgate de um poder que tem um aspecto próprio mas que, paralelo a esse instrumento, estão também, aqueles que vivenciaram este poder.”, lembrou o governador.

O presidente da Comissão de Cultura e Memória do Poder Judiciário e e presidente em exercício do Tribunal de Justiça da Paraíba, desembargador Marcos Cavalcanti de Albuquerque, enalteceu, na ocasião, a figura do homenageado, que nasceu na cidade de Cuité e que passou menos de 30 dias no cargo de desembargador.

O presidente Marcos Cavalcanti disse que o magistrado atuou de forma eficaz e sempre com a mesma dedicação, julgando todos os processos que chegavam em seu gabinete. “Juiz de sentenças belíssimas, bem fundamentadas, preparadas e estudadas”, ressaltou o presidente da Comissão de Cultura do TJPB.

Marcos Cavalcanti também falou do breve tempo em que o magistrado passou na Corte de Justiça. “Como desembargador, foi daqueles que menos tempo passou no Tribunal de Justiça, porque quando promovido já tinha bastante idade, e aos 70 anos, foi atingido pela aposentadoria compulsória. Rivaldo Silvério da Fonseca teve um coroamento brilhante de sua carreira como magistrado, prestando relevantes serviços à Justiça e ao povo da Paraíba”, ressaltou.

O neto do homenageado, advogado Renato Fonseca de Oliveira Gama, falando em nome dos familiares, disse que a família recebe a homenagem ao centenário de Rivaldo Silvério da Fonseca com muita alegria. “Para nós é uma honra saber que o trabalho realizado por ele, com tanta dedicação, é digno de tamanha reconhecimento,nessa data tão especial que é o seu centenário”, adiantou.

Placa - O presidente em exercício do Tribunal de Justiça, desembargador Marcos Cavalcante fez a entrega de uma placa comemorativa a senhora Maria Elita dos Santos Fonseca, de 92 anos , e esposa do homenageado que estava emocionada. “Me sinto muito honrada com a homenagem feita pelo Tribunal ao meu marido e em dividir esse momento de emoção com todos”, disse.

Histórico – Rivaldo Silvério da Fonsêca nasceu em Cuité, no dia 13 de maio de 1914, filho de Basílio Magno da Fonsêca e de Maria Florentina da Fonsêca. Fez curso primário em Cuité e, no ano de 1932, com 18 anos foi para João Pessoa, onde se matriculou no Liceu Paraibano, onde estudou até 1935. Bacharel em Ciências e Letras, foi para Recife fazer Faculdade de Direito.

Exerceu o cargo de juiz por trinta e um anos. Em 26 de abril de 1984, tomou posse como desembargador, função que exerceu por poucos dias, pois, no dia 13 de maio do mesmo ano, atingiu a idade de 70 anos, afastando-se do cargo por aposentadoria compulsória.

Casado com dona Maria Elita da Fonsêca Santos, tiveram duas filhas, Eliana Martha e Jacqueline, ambas casadas, havendo, portanto, até o momento, uma descendência de seis netos e um bisneto.

O desembargador Rivaldo da Fonsêca dá nome ao Fórum de Cuité, desde o dia 9 de fevereiro de 1996. Em 08 de dezembro do mesmo ano, com 82 anos, faleceu, após oito dias de internamento na UTI do Hospital Pedro I, vitimado por um acidente doméstico. anos, faleceu, após oito dias de internamento na UTI do Hospital Pedro I, vitimado por um acidente doméstico.