Justiça condena 8 por planejar atentados nas Olímpiadas, mas não sentencia paraibano

Oito brasileiros foram condenados pela 14 Vara da Justiça Federal em Curitiba (PR) por "fazerem parte de uma célula da organização terrorista Estado Islâmico no Brasil. Entre os condenados não está Antônio Andrade dos Santos, preso em Cabedelo, em junho de 2016. Todos foram acusados de planejar atentado terrorista nas Olímpiadas do Rio de Janeiro. Na ocasião, a PF desmantelou o grupo e prendeu 12 pessoas.

A sentença foi do juiz federal Marcos Josegrei da Silva, da 14ª Vara Federal de Curitiba, na tarde desta quinta-feira (4), que acatou denúncia do Ministério Público Federal (MPF).

A Polícia Federal prendeu doze pessoas acusadas de fazer parte da mesma célula, durante a Operação Hashtag — ocorrida duas semanas antes da abertura das Olimpíadas do Rio de Janeiro.

A maior pena, de 15 anos e 10 meses, foi imposta ao líder do grupo, Leonid El Kadre, de 33 anos, preso em São Paulo (SP). Nas mensagens interceptadas pela Polícia Federal, El Kadre era quem dava as ordens para os outros seguidores. Também coube a ele o principal papel de recrutamento de adeptos, alguns deles menores de idade. Por essa razão, ele também foi condenado pelo crime de corrupção de menores.

El Kadre — que está preso no presídio federal de Campo Grande — iniciou uma greve de fome. Diz que é alvo de perseguição religiosa.

A segunda maior pena foi aplicada a Alisson Luan de Oliveira. A ele foram impostos seis anos e onze meses de prisão.

Quem são os condenados:

Leonid El Kadre de Melo: sentenciado a 15 anos, dez meses e cinco dias de reclusão, em regime fechado.

Luís Gustavo de Oliveira: condenado a seis anos e cinco meses de reclusão, em regime fechado. Está preso.

Fernando Pinheiro Cabral: pegou cinco anos e seis meses de reclusão, em regime fechado. Está preso.

Alisson Luan de Oliveira: sentenciado a seis anos e 11 meses de reclusão, em regime fechado. Está preso.

Oziris Moris Lundi dos Santos Azevedo: sentenciado a seis anos e três meses de reclusão, em regime fechado. Ele está solto e pode recorrer contra a pena em liberdade.

Israel Pedra Mesquita: pegou seis anos e três meses de reclusão, em regime fechado. Está solto e tem direito a apelar em liberdade.

Levi Ribeiro Fernandes de Jesus: foi condenado a seis anos e três meses de reclusão, em regime fechado. Está solto e tem direito a apelar da sentença em liberdade.

Hortêncio Yoshitake, o Teo Yoshi: sentenciado a seis anos e três meses de reclusão em regime fechado. Está solto e tem direito a apelar da sentença em liberdade.