Lígia: “Governo paralelo é delírio de quem disse”

Depois da decisão do governador Ricardo Coutinho (PSB) em permanecer no cargo, desistir de disputar uma vaga no Senado e declarar que não confiava em deixar o seu projeto em outras mãos, foi a primeira entrevista da vice-governadora Lígia Feliciano (PDT). Foi no Correio Debate, da 98FM, com trechos reproduzidos no Correio Debate, da TV Correio.

Lígia mandou recados nas entrelinhas. Apesar do aperto nas perguntas de Nilvan Ferreira, Victor Paiva e João Costa, a vice-governador saiu pela tangente em algumas situações. Mas pontuou suas declarações com recados diretos.

Ela disse que a gestão socialista era feita de ideias abraçadas pela sociedade e não se tratava mais de um projeto pessoal. Tinha, vice-governadora, dando contribuição e se sentia integrante desse projeto.

Lígia enfatizou que esse mesmo projeto pode ter mais de uma candidatura, assim como a oposição tem. E foi enfática ao relevar o desejo de ser candidata ao governo. Há tempo para isso e ela disse que espera consultar a sociedade sobre essa postulação.

Na declaração mais forte do programa, Lígia Feliciano considerou "um delírio" e uma "invencionice" a informação de que estaria, ao lado do seu esposo, deputado federal Damião Feliciano (PDT), com um um "governo paralelo". Ela disse que não responderia a auxiliares do governo, numa referência direta ao secretário de Comunicação, jornalista Luis Torres. E ainda acrescentou que não ouviu, em nenhum momento, qualquer ato ou declaração que desabonasse sua atuação.