Marcondes defende o Parlamentarismo e a transposição

O deputado federal Marcondes Gadelha (PSC) informou que o ano de 2016 será de pautas novas e antigas no Congresso Nacional. Continuará na luta pela transposição das águas do Rio São Francisco e encabeçará bandeiras como a da implantação do sistema parlamentarista no Brasil e a redução da taxa de juros.

Marcondes é um defensor e profundo conhecedor do projeto de transposição. "São 25 bons anos dedicados a esta causa e eu estou indignado com os atrasos sucessivos para a entrega desta obra", destacou.

O parlamentar lembrou que a presidente Dilma Rousseff prometeu a entrega da obra para 2017. "Eu vou cobrar insistentemente o cumprimento deste prazo. Ela pode até não cumprir, mas não vou deixar ela esquecer", comentou.

Para ele, não há justificativa para tantos atrasos e situou o exemplo da China que executou o Projeto de Transposição de Água do Sul ao Norte, que foi iniciado 20 anos após o início das obras da transposição brasileira, e já foi concluído. De acordo com Marcondes, a obra chinesa é 11 vezes maior que a do Brasil e já está em pleno funcionamento.

Parlamentarismo

Outra bandeira de luta do deputado será a implantação do sistema parlamentarista no País. Ele julga o presidencialismo como um grande fracasso em toda a América Latina, pois foi mal implantado criando "republiquetas de banana".

Segundo o deputado, o presidencialismo é uma “usina geradora de crise” e no Brasil foi responsável por golpes de estado, renúncia, suicídio, deposição, ditadura, impeachment, subdesenvolvimento e corrupção desenfreada. "A crise é o efeito didático de que o presidencialismo não funciona" disse, lembrando que tramita na casa a emenda constitucional número 20 de 1995 que trata do tema.

Taxa de juros

Outra bandeira de luta do deputado Marcondes Gadelha será para a redução das taxas de juros no País, pois é prejudicial ao cidadão e ao governo. De acordo com o parlamentar, 47% da receita orçamentária do Brasil são destinadas a pagamento de bancos. Lembrou que enquanto a indústria teve queda de 8%, os bancos ampliaram os seus lucros líquidos em 17%.