Deu absolvição, como o blog postou no primeiro dia do julgamento

A decsião apertada do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) não me surpreendeu. Postei sobre a possibilidade da absolivção da chapa Dilma/Temer pelos ministros no primeiro dia do julgamento. A saída para os que queriam salvar o mandato presidencial estava posta. 

Uma filigrana do processo. Um questionamento técnico sobre os pontos elencados na inicial. Nos dizeres jurídicos, a condenação da chapa Dilma/Temer se daria sobre pedido "extra petita". Ou seja, sobre decisão de juiz fora do pedido formulado na inicial, o que resulta em nulidade do julgamento.

O parecer do paraibano Herman Benjamin foi brilhante. Detalhado, rico de jurisprudência e embasados em fatos notórios. Assentado em rica doutrina, o voto do relator era devastador se não houvesse uma pré-disposição da maioria simples em enterra-los nos escaninhos da suprema corte eleitoral.

Portanto, 'cantar' o placar de 4 a 3, já no primeiro dia de julgamento, apenas com uma análise atento dos apartes dos ministros, nada tem haver com profecia jurídica. Apenas um exercício de raciocínio lógico.

Pai da Sociologia, Emile Durkheim dizia que a análise dos fatos sociais tem que ser feita por quem se despoja dos pré-julgamentos. Longe desse envolvimento pelas teses, o estudo do caso tem chances de acerto multiplicadas por mil.