Para Cássio, terceiro turno só existe na cabeça do PT

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), criticou as manobras petistas para fugir da responsabilidade sobre os crimes na Petrobras. Ele deu um “basta” à postura do PT em tentar mudar o foco das investigações, e querer transferir a gestões anteriores os casos de corrupção na Petrobras durante a gestão petista.

“Tudo bem, vamos investigar o Governo Fernando Henrique, mas que essa investigação não seja apresentada como um ponto de fuga, como um escape, para que se deixe de discutir os problemas atuais, que é o que nós estamos querendo”, ressaltou.

O tucano apontou outra manobra petista, de dizer que “todo político é ladrão, todo político rouba”, e assim atribuir a outros uma culpa que é dos integrantes do governo. “Não, coisa nenhuma. Não podemos aceitar esse discurso. Já fomos governo no Brasil e não colocamos na Petrobras uma estrutura criminosa para destruí-la, para financiar estrutura política de poder. Basta. Chega.”

Cássio lembrou ainda que um escândalo como esse da Petrobras não tem precedentes no mundo. E criticou as declarações do ministro da justiça, de que a oposição quer um “terceiro turno”. O líder disse que só se for “PT versus ética. PT vesus honestidade. PT versus trato respeitoso do dinheiro público.”

Dilma

Em seu discurso, ele criticou duramente a postura da presidente Dilma, e reafirmou que “ela mentiu. Ela enganou. Para conseguir vencer as eleições, ela optou pelo caminho da inverdade”.

Cássio Cunha Lima se referia às promessas durante a campanha do ano passado, e as acusações feitas por Dilma Rousseff de que o candidato tucano, Aécio Neves (MG), iria elevar os juros e realizar um “tarifaço” – medidas que a atual presidente realiza neste momento.

Mais do que isso, Cássio apontou o fato de a chefe do Estado Maior ter sumido dos microfones para explicar as contradições. “A presidente Dilma mentiu ao povo brasileiro e depois de mentir se acovarda, se encolhe, sequer se pronuncia ao País. Ela não traz uma resposta aos dramas que estamos vivendo”.

Impeachment

Ao mais uma vez sinalizar o mau trato das finanças públicas, e como a população foi chamada a pagar uma conta da qual ela não é responsável, o líder do PSDB lembrou que a palavra impeachment está “na boca do povo”. Deixou claro também que não se trata de um golpe, e que não condiz com a sua história política como senador pela Paraíba.

“Aqui não está um golpista! Aqui tem um cidadão que tem uma firme formação democrática. Então, vamos colocar luz nessa discussão para que a sociedade fique muito atenta. Nós estamos defendendo é o povo brasileiro. E disso não abrimos mão”, finalizou.