Paraibanos expõem artesanato em feira nacional

Centenas de artesãos paraibanos participam da 15ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. Na segunda-feira (7), o Programa de Artesanato da Paraíba (PAP) divulgou o balanço parcial que apresenta o saldo de vendas dos dois primeiros dias de participação, quando foram comercializados R$ 19.507.

Além dos cinco estandes paraibanos que apresentam tipologias em cerâmica, madeira, fibra, fios, brinquedos populares, couro, tecelagem, metal e osso, são mais de 5 mil expositores de 40 países distribuídos em uma área de 29 mil metros quadrados divididos em espaços temáticos.

Entre os destaques paraibanos estão as bonecas de pano produzidas artesanalmente pela mestra Lindalva Maria, natural do sítio Gurinhenzinho, mas que atualmente mora no bairro Colinas do Sul, em João Pessoa. As “princesinhas”, como costumam chamar suas bonecas exclusivas, fazem parte do livro “Que boneca é essa” idealizado a partir de pesquisas de Macao Goés e Graça Seligman. Elas conversaram com mulheres entre 50 e 90 anos, mestras brasileiras do corte e recorte e produziram o livro, que foi lançado nesta edição da Fenearte.

Além de gerar renda e reencontrar o prazer, dona Lindalva sempre fez as próprias bonecas desde criança e passou o ofício de “bonequeira” para as filhas. Desde então, ela tenta retratar através da sua arte e de seus personagens o cotidiano.

O ex-mecânico João de Deus virou artesão desde a fundação do PAP e nunca mais largou os restos de metais no lixo, pois transforma tudo em arte. “Comecei utilizando restos de peças de carro, bicicleta e motos para transformar em pequenos objetos decorativos. As pessoas que presenteei foram gostando e acabei me aperfeiçoando. Agora com uma boa solda elétrica e pintura faço instrumentos musicais, automóveis e tudo o que minha imaginação quiser”, explicou o artesão.

As turistas Elizabete Rodrigues, advogada, e Lúcia Régis, funcionária pública, visitaram o estande da Paraíba e gostaram muito do que viram. “Todos os anos temos que marcar presença principalmente no espaço Paraíba, pois é tudo muito bem acabado, delicado, incomparável. É impossível não levar nada para casa. Adoramos”, disse Lúcia.

Serviço – O Centro de Convenções de Pernambuco está localizado na Av. Professor Andrade Bezerra, s/n, no bairro Salgadinho, em Olinda. A feira acontece até o sábado (12). O horário de funcionamento de segunda a quinta-feira é das 14h às 22h e o valor do ingresso é R$ 10 (inteira) e R$ 5 (meia). Já de sexta-feira até domingo, o espaço funciona das 10h às 22h com ingressos no valor de R$ 12 (inteira) e R$ 6 (meia). Há meia-entrada ainda para estudantes, crianças de até 12 anos, professores e pessoas com mais de 60 anos.

Salão de Artesanato da Paraíba – Com o tema “Da terra, a nossa arte”, o 20º Salão de Artesanato da Paraíba foi encerrado domingo (6), em Campina Grande. Com início no dia 14 de junho e a participação de mais de 500 artesãos de vários municípios paraibanos e tipologias, o Programa de Artesanato da Paraíba superou o volume de vendas e e número de visitantes da edição anterior.

O volume comercializado foi de 67.856 peças (além de 1.477 encomendadas), o que rendeu faturamento de R$ 1.272.510,55. Mais de 90 mil visitantes, entre brasileiros e estrangeiros, passaram pelo evento.

A liderança no ranking de vendas permaneceu com a tipologia de habilidades manuais (R$ 331.756), seguido de fios (R$ 164.103), algodão colorido (R$ 108.126), couro (R$100.127) e madeira (R$ 98.866). Outro destaque foi para o setor de gastronomia regional, que faturou R$ 129.042.

Para a coordenadora do PAP, a primeira-dama Pâmela Bório, o resultado foi satisfatório: “Tivemos a preocupação de atender bem ao visitante, com espaços voltados para assistirem aos jogos da Copa do Mundo de Futebol, com boa estrutura, melhor localização e extensão do horário de funcionamento. Além de tudo, a cerâmica, tipologia homenageada, ganhou destaque pelo seu alto nível de excelência”, comentou.

De acordo com a gestora do programa, Ladjane Barbosa, todas as metas foram alcançadas: “Saldo positivo em vendas, encomendas e número de visitantes. Oferecemos aos artesãos oportunidades de comercialização e aos visitantes o prazer de possuírem em suas casas um pouco de nossa arte”, finalizou.