Pedro cobra prioridade para reforma da máquina e fim das regalias

O deputado federal Pedro Cunha Lima (PSDB) usou a tribuna da Câmara, nesta quarta-feira (10), para cobrar a reforma da máquina pública e a redução do seu custeio. "Se o remédio é amargo, mas é preciso tomá-lo, fica difícil compreender por que o trabalhador rural tem que tomar esse remédio e o político não", destacou. Ele cobrou que se eleja como prioridade a reforma da máquina e afirmou que não adianta votar contra a reforma trabalhista e ficar calado quando se trata do corte de benesses para a classe política.

O parlamentar disse que quando um filho está doente, o pai ou a mãe, toma um pouco do remédio amargo para dizer que está junto e o encorajar a enfrentar a dificuldade. "As diferenças, no nosso caso, nessa nossa insistência de não tratar da reforma da máquina pública, são duas: a primeira é que o pai toma o remédio estando saudável, e a principal doença está aqui. Depois, é que não é o povo quem tem que obedecer aos políticos. Somos nós, políticos, que precisamos obedecer ao povo", argumentou.

Pedro falou das distorções existentes e que garantem benefícios para quem não precisa deles como os políticos e integrantes do judiciário. "O auxílio-moradia deve existir para quem não tem onde morar. O auxílio-alimentação deve existir para quem não tem o que comer. Nós temos uma máquina pública inchada, agigantada, repleta de espaços como esses", afirmou, acrescentando que não cabem mais compensações e defendendo que é preciso uma mudança radical em direção daquilo que é correto.

"Não dá para pedir equilíbrio à população quando nós vivemos banhados em distorções da máquina pública. Por isso, faço um apelo: que todos nós tomemos consciência de que é preciso levantar esta bandeira da reforma da máquina pública", ressaltou.