Pesquisa da Vivo aponta 71% dos jovens conectados

A Fundação Telefônica Vivo lançou na semana passada, durante o R.I.A. Festival, a pesquisa inédita Juventude Conectada. O estudo foi realizado pela instituição, em parceria om o IBOPE Inteligência, Instituto Paulo Montenegro e Escola do Futuro – USP, e tem como objetivo entender o comportamento do jovem brasileiro na era digital.

 A pesquisa aponta que 71% dos jovens utilizam o celular para acessar a internet. Acessam o tempo todo, várias vezes por dia. Principalmente, as redes sociais (58%). E para se comunicar com a geração Y, é mais fácil usar as redes sociais ou mensagens instantâneas (45%), pois apenas 35% ainda fazem uso do email. Para 49%dos entrevistados, a internet mudou o hábito de buscar informações. O recorte aponta, ainda, que os assuntos mais procurados são cultura e esporte.

Já sobre educação, os jovens conectados apresentam um novo padrão de estudo, no qual a busca na internet é mais relevante do que outras fontes: livros, jornais e revistas e as próprias instituições de ensino. Embora o uso de smartphones seja o terror de alguns professores em sala de aula, 53% dos entrevistados afirmam que a internet melhora o relacionamento entre alunos e professores. Mas apesar de familiarizados com a tecnologia, a maioria dos jovens declarou aprender mais em aulas presenciais do que à distancia.

A pesquisa aconteceu durante as manifestações que ocorreram em todo o Brasil em 2013. Os números mostram um jovem engajado virtualmente e mobilizado para ir às ruas por meio das redes sociais. Para 44%, a internet contribui com o aumento da visão crítica dos jovens e 41% somente participaram de mobilizações sociais por causa de amigos (convites via redes sociais).

Segundo a pesquisa, o jovem brasileiro conectado acredita no potencial da internet no desenvolvimento de projetos, no estímulo à inovação e no desenvolvimento da carreira profissional. Dos jovens pesquisados, 51% entendem que é possível ganhar dinheiro trabalhando ferramentas da internet, entretanto, apenas, 34% pensam em usar a internet para desenvolver um negócio próprio.

“Acreditamos no potencial de transformação das tecnologias e dos jovens. O estudo desses dois fatores ajuda a entender os novos caminhos da educação, novos padrões de comportamento e consumo, o novo perfil dos atores políticos e o futuro dos empreendedores da economia brasileira”, explica Gabriella Bighetti, que também é especialista do tema juventude online no Brasil. “São esses jovens conectados de agora que irão ditar ideais, padrões e moda daqui alguns anos. Precisamos crescer e inovar com eles”, completa Gabriella.

A pesquisa completa está disponível na forma de e-book, no site da Fundação Telefônica Vivo.

Para quem não conseguir comparecer ao R.I.A. Festival, os painéis também serão transmitidos ao vivo por meio de streaming e estarão disponíveis na língua brasileira de sinais: www.fundacaotelefonica.org.br/riafestival

#vemproRIA

A apresentação foi feita pela presidente da Fundação Telefônica Vivo, Gabriella Bighetti, seguida de um debate sobre o tema, mediado pelo comunicólogo Mauro Lopes (MVL Comunicação), com a participação de Ana Lima, diretora do Instituto Paulo Montenegro – IBOPE e da Profª Brasilina Passarelli Escola do Futuro – USP.

O R.I.A. Festival é um evento sobre cultura digital que tem como objetivo, nesta segunda edição, refletir, interagir e agir (da sigla R.I.A.) sobre a relação dos jovens brasileiros com o ambiente virtual. A pesquisa Juventude Conectada servirá de base para os diversos painéis e oficinas que acontecem durante o encontro, realizado na Casa das Caldeiras, entre 27 e 28 de agosto.

Iniciada em maio de 2013, a pesquisa Juventude Conectada levou cerca de um ano para ser finalizada. Trata-se da primeira investigação a analisar os jovens conectados sob a ótica de quatro eixos: Comportamento, Educação, Ativismo e Empreendedorismo. O universo entrevistado foi de 1440 jovens, da classe A à D, de todas as regiões do Brasil, entre 16 e 24 anos. Diversas metodologias foram utilizadas, incluindo entrevistas presenciais; seis grupos de discussão; análise em profundidade com oito especialistas e monitoramento de navegação na internet por 10 jovens, através de um software chamado e-meter.

Sobre a Fundação Telefônica Vivo

Criada em 1999, a Fundação Telefônica incorporou os projetos do Instituto Vivo em 2011, em função da fusão entre a Vivo e a Telefônica. A Fundação Telefônica Vivo acredita que conectando pessoas e instituições é possível transformar o futuro, tornando-o mais generoso, inclusivo e justo. Utiliza tecnologias de forma inovadora para potencializar a aprendizagem e o conhecimento, contribuindo para o desenvolvimento pessoal e social. Suas principais áreas de atuação são: Combate ao Trabalho Infantil, Educação e Aprendizagem, Inovação Social e Voluntariado. O Grupo Telefônica possui, ainda, fundações em 16 países.