PF denuncia Leto, Santiago, Gomes e mais 15 na Xeque Mate

A Polícia Federal concluiu o inquérito da Operação Xeque Mate e indiciou 18 pessoas que, de acordo com o relatório final encaminhado à Justiça, integravam um esquema criminoso comandado pelo ex-prefeito de Cabedelo, Leto Viana (PRP). O ex-prefeito, em depoimento à Polícia Federal, confessou ter participado da articulação para comprar o mandato do ex-prefeito Luceninha, com apoio financeiro do dono do Manaíra Shopping, o empresário Roberto Santiago, que está preso.

A renúncia de Luceninha, além de abrir espaços para Leto, deu condições à organização criminosa de impedir a instalação do Shopping Pátio Intermares, com pagamento de propina aos vereadores de Cabedelo para impedir qualquer legislação que beneficiasse esses empreendimento.

O relatório final da Operação Xeque-Mate traz algumas surpresas. Uma delas é o indiciamento do atual prefeito de Cabedelo, Victor Hugo, apontado pela PF como um dos beneficiados pela propina do esquema criminoso. No relatório, há uma declaração de Leto Viana de que pagou R$ 20 mil ao atual prefeito para ele aderir à base aliada.

Os indiciados na fase atual da Xeque-Mate foram Wellington Viana França, Roberto Ricardo Santiago Nóbrega, José Maria de Lucena Filho, Antônio Bezerra do Vale Filho, Márcio Bezerra da Costa, Aliberto Florêncio de Oliveira, Rosivaldo Alves Barbosa, Josué Pessoa de Góes, Antônio Moacir Dantas Cavalcanti Júnior, Francisco Rogério Santiago Mendonça, Fabrício Magno Marques Melo Silva, Reuben Cavalcante, Fabiano Gomes da Silva, Severino Medeiros Ramos Filho, Kelnner Maux Dias, Gilvan Oliveira Lima do Rego Monteiro, Lindiane Mirella Alves de Medeiros e Vítor Hugo Peixoto Castelliano.

O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Estado, vai agora analisar o relatório final da Polícia Federal e poderá denunciar todos os envolvido à Justiça, que deve estabelecer penas para cada caso, que vão de prisão a perda de função pública.

Com 90 páginas, o relatório da PF traz em detalhes a participação de cada um dos citados na Operação Xeque Mate. Vereadores, secretários, empresários e o radialista Fabiano Gomes aparecem como beneficiados diretos pelo esquema de corrupção.

No caso do radialista, a Polícia Federal identifica pagamentos de R$ 30 mil por mês, feitos pelo Leto. O mensalão a Fabiano Gomes seria pago com retiradas de dinheiro em espécie de pagamentos repassados à uma empresa de coleta de lixo. A PF cita que Fabiano foi quem propôs a renúncia de Luceninha e instrumentalizou o pagamento feito pelo empresário Roberto Santiago.