Polícia Civil da PB tem pior salário do país, diz Aspol/PB

A Paraíba ficou em último lugar na tabela do ranking salarial divulgada, nesta sexta-feira (01), pela Confederação Brasileira de Trabalhadores Policiais Civis (Cobrapol). A Paraíba ficou à frente do estado do Goiás, apenas no quesito salário inicial, ocupando o 26° lugar.

Os números reforçam o estudo da Associação dos Policiais Civis de Carreira da Paraíba (Aspol/PB), apresentado às autoridades em todas suas instâncias desde 2016, que afirma que a Polícia Civil paraibana recebe o “pior salário do país”.

No ranking, são apresentados os estados por salários inicial e final, bem como destaca o efetivo e faz uma relação proporcional com a sua população. Segundo dados apresentados, o policial paraibano inicia a carreia com uma remuneração de R$ 3.282,79, enquanto no Goiás é R$ 2.060,13.

A disparidade salarial acontece no final de carreira, enquanto os profissionais goianos da Segurança Pública terminam sua carreira ganhando R$ 12.035,47. Aqui na Paraíba o investigador tem um salário final 4.206,25.

“Hoje, na Paraíba, paga-se através de vencimentos e gratificações, resultando em perdas com a aposentadoria e eventuais licenças. Além disso, existe uma defasagem inflacionária dos salários, de quase 50% nos últimos 08 anos, que não é corrigida", explica a presidente da Aspol/PB.

Ela acrescenta que, somado a tudo isso, "o efetivo insuficiente, uma polícia desmotivada que sequer tem um Plano de Cargo, Carreira e Remuneração (PCCR), sem reconhecimento pelos altos índices de resolução de crimes apresentados aos cidadãos. A ASPOL e a sociedade espera sensibilidade dos gestores para mudarmos esse panorama”.

No programa 'Correio Debate', da TV Correio, nesta quinta-feira, o deputado estadual Cabo Gilberto Silva (PSL), disse que a Polícia Militar também tem os piores salários pagos no país à essa corporação. Ele acrescentou que falta contingente e viaturas. Lembrou que o ex-governador Ricardo Coutinho vetou um projeto que previa compra de carros blindados para a Polícia Militar da Paraíba.

Cabo Gilberto afirmou que as críticas pontuais são dirigidas aos últimos oito anos da gestão Ricardo Coutinho. Mas lembrou que há uma promessa de campanha do governador João Azevêdo de que, em janeiro de 2019, chamaria uma segunda turma de concursados para aumentar o contingente da PM. Ele criticou também a falta de paridade, que determina por lei os mesmos soldos para militares da ativa com os recebidos pelos da reserva.