Prefeito visita UPA do Valentina, que chega a 90 mil atendimentos

Cerca de 90 mil atendimentos a pacientes de 94 municípios paraibanos. Esse é o balanço de trabalho da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Célio Pires de Sá, no bairro Valentina Figueiredo, que completou um ano de funcionamento nesta sexta-feira (21). A data foi marcada pela visita do prefeito Luciano Cartaxo, que participou de um café da manhã comemorativo com os profissionais e usuários do complexo.

“Quero parabenizar toda a equipe, que durante este primeiro ano demonstrou muito compromisso e aceitou o desafio de transformar a UPA do Valentina em uma referência para toda a cidade”, destacou o prefeito. “É muito bom ver que um ano passou, que mais de 90 mil pessoas foram atendidas, e que o espaço continua organizado e com um ritmo forte de trabalho. Nosso compromisso é manter esse padrão de qualidade e garantir um atendimento digno para toda a população”, afirmou.

A UPA do Valentina Figueiredo funciona 24 horas por dia. Ao todo, 300 funcionários trabalham ininterruptamente para a prestação de serviços voltado ao tratamento do processo saúde-doença de urgência e emergência de forma humanizada. São médicos (clínicos gerais e pediatras), enfermeiros, assistentes sociais, farmacêuticos, bioquímicos e técnicos de diversas especialidades.

Uma dessas profissionais é a assistente social Eliene Cristina, que integra o quadro de profissionais desde a inauguração. “É muito bom fazer parte dessa equipe porque a gente sente diariamente o envolvimento e a dedicação para ofertar o melhor serviço possível. Ficamos orgulhosos em ver que a UPA chegou a seu primeiro ano sendo bem avaliada pela população e que nós fizemos parte disso”, afirmou.

A aposentada Francisca de Sousa, de 68 anos, comprovou isso. Moradora do Valentina, ela afirmou que a UPA facilitou a vida de quem precisava de atendimento de saúde na região. “A gente tinha que ir para longe e o transporte era difícil. Agora fica perto de casa e o atendimento é muito bom. Sempre sou bem recebida pelo pessoal”, revelou.

De acordo com a secretária municipal da Saúde, Mônica Rocha, o número alto de atendimentos na unidade é resultado da oferta de serviço. “Nós procuramos oferecer sempre um atendimento de qualidade e muito humanizado, que tenha o objetivo de cuidar de fato do paciente. Além disso, temos portas abertas para qualquer usuário, tanto que chegamos a atender pacientes de outros estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte”, disse.

Estrutura

A UPA Célio Pires de Sá possui 2,2 mil metros quadrados de área e conta com seis consultórios, área vermelha, área amarela, área verde e área pediátrica. A unidade conta ainda com sala de medicação, serviço de raios-X, laboratório de coletas, farmácia e uma base descentralizada do Serviço de Pronto Atendimento (Samu). “Estamos equipados também com uma ambulância de suporte avançado que realiza as transferências dos pacientes inter-hospilar”, afirmou a diretora geral da UPA Célio Pires de Sá, Najara Rodrigues.

Classificação de risco

Os equipamentos trabalham com atendimentos realizados por meio de protocolo de classificação de risco. O acolhimento dos pacientes é dividido em quatro cores que identificam o tipo de atendimento. A área vermelha corresponde aos atendimentos de emergência, a exemplo de pacientes com parada cardiorrespiratória, infarto agudo do miocárdio ou convulsões.

Já na área amarela ficam os pacientes que estão em observação e investigação do quadro clínico, enquanto para na verde são encaminhados casos de urgência. Os usuários classificados como azul, por não se tratar de urgência e emergência, são encaminhados para as unidades de saúde da família (USF).

“O protocolo de classificação de risco é preconizado pelo Ministério da Saúde. Com ele, classificamos os pacientes que chegam aos serviços de urgência e emergência, seja na rede hospitalar ou pré-hospitlar, fazendo uma avaliação completa no usuário. Dessa forma, identificamos os pacientes com maior risco de morte ou de evolução para sérias complicações, que não podem esperar atendimento”, explicou Najara Rodrigues.

Casos atendidos nas UPAs

Febre (maior que 37,5°); constipação (≥05 dias); agressões sexuais; hipotermias; pico hipertenso; hipotensão; dores de cabeça; dores abdominais; dor testicular; desconforto respiratório; dor lombar; sangramentos de qualquer natureza e disúria (dificuldade ou desconforto ao urinar).

Também são atendidos casos de confusão mental; acidentes causados por animais; desidratações; intoxicações de qualquer natureza; desmaios; vômitos; diarreia; cianoses; resfriado (a partir de três dias); agressões sexuais; palpitações cardíacas; taquicardias; bradicardias; alergias cutâneas disseminadas agudas; convulsões recentes; precordialgia (dor no coração); dor torácica; alteração na fala; diabetes (hipoglicemia e hiperglicemia) e afogamentos.