Presidente nacional coloca PSB à disposição de Ricardo como pré-candidato a presidente

Presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, afirmou, em entrevista por telefone ao programa 'Correio Debate', da 98FM, nesta segunda-feira (22), que a Executiva Nacional coloca a legenda à disposição do governador Ricardo Coutinho (PSB), caso ele tope disputar as eleições diretas antecipadas, numa eventual vacância do cargo de presidente da República. No sábado, a Executiva Nacional do PSB se reuniu e decidiu romper com o governo de Michel Temer, entregar os cargos e encaminhar à Câmara Federal um pedido de impeachment do presidente.

Siqueira considera que a excepcionalidade de uma antecipação das eleições diretas tem que ser analisada do ponto de vista jurídico, para saber se Ricardo teria condições de disputar, mesmo estando no cargo de governador. "Teríamos que consultar primeiro o governador. Ele é um dos nossos quadros de ótima formação política. De fato não sei se ele tem, disposição, mas estamos preparado para qualquer disputa. Se ele desejar, colocaríamos seu nome na análise da Executiva Nacional. Ele está à altura da disputa se desejar, mas temos que analisar aspectos jurídicos importantes", argumentou o presidente nacional do PSB.

Ele considerou que o PSB, no sábado passado, tomou uma decisão histórica, unânime e com quórum qualificado. "Estavam presente todos os integrantes da Executiva Nacional, deputados federais, senadores, os três governadores, segmentos sociais e pessoas que foram lá só para assistir. Decidimos pedir a renúncia do governo moribundo do senhor Temer. Já assinamos o pedido de impeachment que está nas mãos do presidente da Câmara Federal. Fechamos questão em torno das eleições diretas, porque achamos importante que a palavra possa ser devolvida ao povo", afirmou.

A direção nacional do PSB decidiu ainda afastar quatro deputados federais que votaram a favor da reforma trabalhista. "Eu tomei a decisão ad referendum, que acabou sendo validada, à unanimidade, pela Executiva Nacional", relatou.

Dirigentes e deputados do PSB da ala que faz forte oposição ao presidente Michel Temer pedem a expulsão do ministro de Minas e Energia, Fernando Bezerra Filho (PE), do partido, por permanecer no cargo mesmo após a legenda decidir oficialmente romper com o governo. "O ministro está respondendo no Conselho de Ética e abrimos prazo para que apresente defesa. O PSB não pode permitir que alguém ouse permanecer no governo usando o seu nome", disse Carlos Siqueira.