PSDB cobra: Levy, afinal, como será o ajuste fiscal?

Durante audiência pública realizada nesta terça (31), na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, para falar sobre as medidas de ajuste fiscal propostas pelo governo do PT, os senadores do PSDB ouviram com atenção as explicações apresentadas por Levy.

O líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB), disse que, hoje, o Brasil depende muito mais da credibilidade pessoal da trajetória de vida do ministro Levy, que ele chamou de “CPF do ministro”, que do “CNPJ da União”, já que segundo ele, o governo do PT quebrou o país.

“O ministro Levy vem tentar lançar uma boia para salvar um governo, que naufragou e que é herdeiro da sua própria desgraça, porque virou lugar comum no Brasil a expressão herança maldita. E a herança recebida, neste instante, é do próprio governo da presidente Dilma, que pede o esforço da sociedade e que defende um ajuste fiscal , mas me parece continuar absolutamente deslocada da realidade e do que está acontecendo no Brasil”, disparou.

Aécio Neves - O presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves (MG), disse que faltou convicção de que as medidas de ajuste fiscal propostas pelo ministro Levy, para corrigir erros cometidos pelo governo Dilma Rousseff, serão de fato garantidas pelo Palácio Planalto e pela bancada do PT.

“Não fica claro para nós brasileiros, especialmente para nós da oposição, se as convicções do ministro Levy são realmente as convicções do governo federal. Não são certamente de parte expressiva da base de sustentação do governo, que não cansa de se manifestar contrariamente a várias dessas medidas”, afirmou Aécio.

O presidente do PSDB comentou que o partido está analisando cada uma das propostas apresentadas e disse que as medidas anunciadas até agora são extremamente rudimentares, porque se sustentam apenas sobre dois pilares, que prejudicam diretamente a população: o aumento de impostos e a supressão de direitos trabalhistas.

“Esse conjunto inicial de medidas, que chega para avaliação do Congresso Nacional, para usar uma expressão cara à senhora presidente da República, é extremamente rudimentar, porque se sustenta em dois pilares basicamente: um deles,no aumento da carga tributária, no aumento de impostos; e o outro, na supressão de direitos trabalhistas”, disse o senador. Aécio acrescentou que a conta está sendo paga apenas pela população. “A conta está sendo paga pela sociedade brasileira. Certamente pelos que menos têm”, afirmou.