PSDB decide ficar com Temer, mas sem evitar desembarque de deputados

No jantar, o cardápio incluiu pizza. A conversa foi tensa, mas o PSDB ficou onde estava. Reunidos em São Paulo, como queria o governador Geraldo Alckmin, os 'tucanos' decidiram ficar onde estão. Vão esperar a votação da reforma trabalhista pelo Congresso Nacional, para depois analisar o provável desembarque da base aliada do presidente Michel temer (PMDB).

No encontro estavam os senadores Tasso Jereissati, Cássio Cunha Lima e o magoado Aécio Neves. Oito 'tucanos' pregam o desembarque imediato. Seis querem a permanência na base aliada do peemedebista.

Na bancada da Câmara Federal o placar é acachapante. São 6 votos a favor da saída e apenas dois contra. São os chamados 'cabeças pretas', deputados federais jovens, que exigem um posicionamento mais forte dos tucanos de plumagem grande.

Os votos dos 'cabeças pretas' serão decisivos para um futuro posicionamento do partido. Líderes como FHC e o próprio Alckmin deixaram a reunião, de pouco mais de quatro horas, afirmando a bancada está liderada.

O próprio presidente interino da legenda, Tasso Jereissati, afirma que não controla a bancada na Câmara Federal e que os deputados estão liberados.

Deu pizza novamente. Ainda mais no Dia da Pizza, que São Paulo tem como uma data quase que sagrada.