RC sobre compra de apoio: “É preciso ter respeito ao erário”

O governador Ricardo Coutinho (PSB) se pronunciou pela primeira vez acerca da denúncia feita pela coligação “A Força do Trabalho” sobre a rede de compra de apoio político de prefeitos no interior para aderir à candidatura do senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ao Governo da Paraíba. Mesmo sem citar nomes, o socialista disse que o Estado precisa ser gerido com ética e com respeito aos recursos públicos.

“É preciso ter postura política, respeito ao dinheiro do povo, porque isso é algo que se você não tiver, o povo não terá nada durante o mandato. Como nosso governo teve esta postura, o povo pôde ver as muitas obras que se espalharam pelo nosso Estado”, disse o governador.

Sobre a denúncia de compra de apoio político do prefeito de Caiçara, Cícero Francisco, que teria recebido R$ 600 mil para aderir à candidatura de Cássio, o governador disse que a oposição anuncia adesões de prefeitos apenas para criar um clima de ‘já ganhou’. Ricardo lembrou que ele mesmo já derrotou este suposto favoritismo em diversas oportunidades. “Eu já vivi esse clima diversas vezes, e sempre soube esperar que o povo desse a resposta no momento adequado, me elegendo prefeito e depois governador”, destacou.

Ricardo ainda comparou alguns pontos de sua gestão com a de Cássio, como o respeito ao funcionalismo público e à valorização do servidor. “Quando ele era governador, a melhor notícia que o funcionário público recebia pelo jornais era de que a tabela de pagamento dos salários havia sido divulgada, porque o funcionalismo não sabia quando ia receber. Muitos funcionários públicos tinham de pedir empréstimos para pagar as contas do mês, e isso já não acontece, porque nosso Governo instituiu a data-base, e todos recebem sempre dentro o mesmo mês trabalhado e com reajuste anual”, afirmou o governador, citando ainda categorias ligadas à segurança pública, como as polícias Civil e Militar e os Bombeiros, que receberão prêmios para regiões que consigam atingir metas e reduzir o índice de homicídios em mais de 10%.