Ricardo entrega Doppler Transcraniano ao Arlinda Marques

O governador Ricardo Coutinho entregou, na tarde desta sexta-feira (14), um equipamento de Doppler Transcraniano para atender a demanda do Serviço de assistência à saúde de pacientes pediátricos portadores de doença falciforme do Complexo de Pediatria Arlinda Marques. O aparelho representa um investimento de R$ 254 mil em convênio com o Governo Federal e faz parte de uma série de ações que contribuem para a redução da mortalidade e melhoria da qualidade de vida do doente falciforme.

O Doppler Transcraniano beneficiará crianças e adolescentes com doença falciforme de todo Estado cadastradas no Programa de Triagem Neonatal e/ou referenciadas para o Arlinda Marques. O Hospital sofreu uma adequação da Linha de Cuidado à pessoa com doença falciforme e passou a ter uma equipe multiprofissional de referência para esse atendimento composta por assistente social, bioquímico, enfermeira, farmacêutico, fisioterapeuta, médica hematologista, pediatras e outros profissionais que realizam atendimento específico toda quarta-feira no turno da manhã.

O Doppler Transcraniano é portátil e realiza exame de ultrassom que mede a velocidade do sangue nas principais artérias do órgão, um exame simples e indolor, feito em ambulatório, que mostra, em tempo real, quais crianças têm maior risco de desenvolverem Acidente Vascular Encefálico (AVE) antes do primeiro derrame, o que permite um tratamento preventivo com o objetivo de evitar esta complicação. A indicação é que o exame seja realizado a partir dos dois ou três anos de idade e, ao menos uma vez ao ano, nos pacientes com doença falciforme. Estudos mostram que AVE em crianças falcêmicas pode ser até 280 vezes mais frequente do que na população pediátrica comum.

De acordo com o diretor geral da unidade, Cláudio Regis, de imediato há 36 crianças com indicação para o exame com o novo equipamento, mas todos aqueles que entrarem no perfil para atendimento serão agendados.

Doença Falciforme

É uma das doenças genéticas e hereditárias mais comuns no Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde. É causada por uma modificação no gene (DNA) que, em vez de produzir a hemoglobina A, de adulto, produz em seu lugar outra hemoglobina diferente chamada S. A hemoglobina S faz com que as hemácias adquiram a forma de foice (falcizadas) em ambiente de baixa oxigenação, não exercendo a função de oxigenar o corpo de modo satisfatório. As hemácias falcizadas têm dificuldades de circular na corrente sanguínea e podem provocar obstrução vascular. A Doença Falciforme está dispersa na população de forma heterogênea, com prevalência mais alta nos estados com maior concentração de afrodescendentes. Para os recém-nascidos o diagnóstico da Doença Falciforme deve ser realizado por meio do Teste do Pezinho.