Ricardo pede a Tóffoli para não usar mais tornozeleira



Advogados de defesa do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), réu no processo da Operação Calvário, tentam revogar as medidas cautelares impostas pelo Tribunal de Justiça da Paraíba. Eles deram entrada agora num recurso no Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo que o próprio presidente, ministro Dias Tóffoli, julgue o caso. Ricardo já foi denunciado seis vezes pelo Ministério Público do Estado e dentro das medidas cautelares tem que usar tornozeleira eletrônica e não pode deixar o Estado.

Com o recesso do Judiciário, a defesa do ex-governador ingressou no fim da tarde desta terça-feira (21) com petição ao gabinete da Presidência do Supremo Tribunal Federal. Assinado pelos advogados Gilson Dipp e Rafael de Alencar, ambos de Brasília, o pedido é direcionado ao ministro Dias Toffoli.

A defesa pretende que, com o advento do recesso, Toffoli faça o que o relator do processo, Gilmar Mendes, ainda não fez, aprecie e julgue habeas corpus impetrado pelo socialista na Corte para revisão das medidas cautelares impostas pelo STJ e pelo TJPB. O ex-governador pode ser candidato à Prefeitura de João Pessoa, caso não haja nenhuma condenação em segunda instância contra ele.