Ricardo quer controle da política e da gestão, mesmo fora do governo; ‘Felicianos’ não responderam

Ricardo com o jeito Ricardo de ser. Foi assim que foi a entrevista em que ele revela que já mandou o recado para a vice-governador Lígia Feliciano (PDT), deixando claro que só uma hipótese dele deixar o cargo e ir para a disputa de uma das duas vagas ao Senado. O governador Ricardo Coutinho foi bem direto. Deixa o governo se puder ter, até 31 de dezembro, o controle administrativo e político do Estado.

Com isso - e certamente por não ter recebido uma resposta afirmativa da vice e do seu esposo, o deputado federal Damião Feliciano (PDT) -, resolveu subir a temperatura. Jogou as declarações publicamente e, mais cedo ou mais tarde, o grupo Feliciano terá que dar explicações e responder as inquietações da imprensa. E do próprio governador.

Ricardo revelou: “Eu disse que me dava o direito de poder achar que deveria coordenar, controlar, eleitoral e administrativamente esse processo até o dia 31 de dezembro [de 2018]. Eu disse que eu só sairia se eu tivesse esse controle”.  Mas o que responderam Lígia e Damião? Tivesse a certeza dos dois lados, isso já teria sido superado. Ricardo quer mesmo é disputar o mandato de senador. É o histórico de sua vida política que continua em ascensão. Ficar no governo, certamente, seria registrado pela história, mas não no seu currículo.

A outra parte da frase de Ricardo aos Felicianos também foi revelada: “Como eu não vou ficar naquela coisa de controla ou não controla e eu não dependo de cargo pra viver, prefiro estar aqui presente contribuindo com meus companheiros todos”. Ou seja, não duvidem que eu fico.

E nesse outro trecho de sua resposta, o governador não deixou claro sua decisão definitiva de permanecer o no cargo, mas seu desejo, como é natural, de eleger o seu sucessor. “Meu grande compromisso é com o Estado. O melhor para a Paraíba é dar continuidade a esse projeto que eu represento. O projeto é bom não porque eu seja o governador. É bom por que é bom em sua essência, planejamento, nos pilares. Então, eu sou representante disso. Quando eu sair, vai vir outro. Meu objetivo principal é eleger um sucessor, não é ter um mandato para mim. Eu já tive mais do que, talvez, eu merecesse. Eu podia muito bem dizer que queria um mandato de senador, teria uma boa estrutura para se ganhar as eleições, até porque eu sei o que a gente fez, o que é que esse Estado mudou”.

É bom olhar bem para o que ele vem dizendo, porque fica claro que espera uma resposta de Lígia e de Damião. E essa ainda não temos.