Temer desqualifica delatores, questiona provas e insinua montagem contra ele

A estratégia do presidente Michel Temer fica clara. Vai questionar, até o último instante, as provas contra ele. No segundo pronunciamento feito à Nação, depois que veio à tona o vazamento da gravação de sua conversa com Joesley Batista, dono do frigorífico JBS, o presidente enfatizou a ilegalidade de uma gravação clandestina, a edição das conversas, o que foi apurado pro peritos, e as especulações dos empresários que renderam bilhões de reais aos seus grupos empresariais.

Citou incoerência entre áudios e os depoimentos dos empresários. Lembrou que o JBS tinha empréstimos milionários facilitados pelo BNDES, nos governos de Lula e Dilma Rousseff. Temer ainda sustentou que a acusação de corrupção passiva é pífia.

No pronunciamento, ele disse que seu governo acaba as facilidades dos oportunistas e que nada fez para que os empresários recebesse benesses do seu governo. Temer já entrou com petição do STF pedindo a suspensão do processo, até que houvesse perícia independente, acompanhada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato.

Temer questionou o fato dos delatores estarem livres, "passeando nas ruas de Nova York (EUA)", sem que fossem perturbados pela Justoça brasileira depois de comprarem 1 bilhão de dólares às vésperas do vazamento das gravações feitas no Palácio do Jaburú.

O presidente disse que seu governo tem rumo e está em direção das reformas exigidas no país. Finalizou cerca de 13 minutos de fala reafirmando que continuará à frente do governo.