TRE-PB inicia geração de mídias para eleições

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba realizou nesta terça-feira a oficialização do sistema Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica, o primeiro passo, do ponto de vista técnico, para a preparação das urnas que serão utilizadas nas Eleições 2014. O juiz corregedor Tércio Chaves de Moura oficializou o sistema com uma senha enviada pelo Tribunal Superior Eleitoral em envelope lacrado.

Através desse sistema os técnicos do TRE vão importar os dados referentes a cada urna: qual o município, zona, local de votação, a seção eleitoral, quais os eleitores daquela seção e os candidatos que disputam a eleição.

Depois que os dados forem importados o Tribunal fará a  separação por NATUS, Núcleos de Apoio Técnico da Urna Eletrônica. De quarta a sexta-feira serão geradas cerca de 24.400 mídias na presença de representantes de partidos, do Ministério Público Eleitoral e da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional da Paraíba.

“Os dados serão gerados nas memórias de resultado e nas memórias de cargas e votação para serem inseridos nas urnas. Feito isso,  as mídias serão organizadas e etiquetadas por NATUS para na semana seguinte quando as urnas eletrônicas forem efetivamente preparadas, cada Núcleo receber separado por município, as respectivas mídias”, explicou a secretária de Tecnologia da Informação, Patrícia Lemos. A secretária afirmou que antes de serem enviadas para os NATUS as mídias são contadas, conferidas e armazenadas em caixas lacradas.

Procedimentos de segurança

Com relação a preparação das urnas ela informou que são muitos os procedimentos de segurança, entre eles, a presença do Ministério Público, OAB e representantes dos partidos políticos. “Todos os compartimentos das urnas são lacrados com um lacre feito pela casa da moeda, uma película especial que se destrói caso haja qualquer tentativa de violação. É impossível retirar qualquer lacre sem que ele se destrua”, revelou patrícia Lemos.

Outro procedimento de segurança é a auditoria realizada em até 3% das urnas de cada municípios. Um fiscal de partido pode solicitar a auditoria e a urna é retirada para que seja realizada uma votação cujo boletim é comparado com votação feita manualmente para confrontar o resultado.