Tribunal de Justiça da Paraíba apoia a campanha “Novembro Azul”

Sensibilizar e conscientizar os servidores do Poder Judiciário estadual e a população paraibana em geral sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata. Este é o objetivo da Campanha “Novembro Azul”, ação que o Tribunal de Justiça da Paraíba adota e apoia desde o ano passado, através da Gerência de Qualidade de Vida.

O câncer de próstata é o tumor mais frequente no sexo masculino, ficando atrás apenas dos tumores de pele, e o sexto tipo mais comum no mundo segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA).

De acordo com o INCA, a cada seis homens, um é portador da doença. A estimativa é de que, por ano, 69 mil novos casos sejam diagnosticados, um caso a cada 7,6 minutos.

A detecção precoce feita por exames de rastreamento é fundamental, pois na maioria dos casos não há sintomas. Quando os sintomas são relatados pelos pacientes, pode-se estar diante de tumor em fase mais avançada, com prognóstico mais reservado. Qualquer dificuldade no ato de urinar, a necessidade de levantar várias vezes à noite para ir ao banheiro, entre outros, deve ser relatada ao urologista e ter sua causa identificada.

O câncer de próstata pode também nunca se manifestar por sintomas, por isso, mais importante que as queixas, são os exames de rotina com o especialista. Na fase inicial descoberta pelo rastreamento, 90% dos cânceres são curáveis, por isso é imprescindível que todos os homens façam acompanhamento da glândula com idas anuais ao urologista.

De acordo com a gerente de Qualidade de Vida do TJPB, a fisioterapeuta Valéria Beltrão, a diferença entre as campanhas “Outubro Rosa” e “Novembro Azul” está no fato do público-alvo desta última ser mais introvertido, que procura menos o médico do que o público feminino. “Procuramos trabalhar bastante com a prevenção, conscientizando os homens sobre a relevância da realização de exames anuais como forma de evitar a doença”, afirmou.

A Sociedade Brasileira de Urologia iniciou em 2013 uma nova recomendação, baseada nos trabalhos científicos publicados nos últimos anos: os exames de rastreamento devem ser feitos a partir dos 50 anos para homens sem casos na família e, aos 45 anos, para homens com casos na família e negros (maior incidência). O rastreamento é feito com dosagens do PSA (antígeno prostático específico) associado ao toque retal.

Duas frases de efeitos são sempre disseminadas durante as ações: “Participe também dessa campanha e faça a diferença!”, e “Prevenir é melhor do que remediar!”.