Aije vai, Aije vem. Queiroga ingressa com ação contra Cícero, que revida no mesmo tom
23 de outubro de 2024
Redação

Tem cheiro de “terceiro turno” no ar no maior colégio eleitoral do Estado. Os ânimos estão acirrados na disputa pela Prefeitura de João Pessoa, onde os candidatos Cícero Lucena (Progressistas) e Marcelo Queiroga (PL) se preparam para o segundo turno das eleições municipais, marcado para o dia 27 de outubro. A tensão aumentou com a judicialização do processo eleitoral, com os candidatos apresentando ações de investigação judicial eleitoral um contra o outro, denunciando abusos de poder econômico e político.

Marcelo Queiroga, ex-ministro da Saúde, protocolou uma ação contra a coligação liderada por Cícero Lucena, atual prefeito e candidato à reeleição. Em resposta, Lucena também ingressou com uma ação contra Queiroga. As ações estão em fase inicial e podem ter desdobramentos nos tribunais superiores, caso as decisões sejam contestadas.

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Titular da 70ª zona eleitoral, a juíza Silvana Pires, responsável pelas investigações e julgamento em 1ª instância, informou que o prazo para avaliação das ações é de aproximadamente um mês. Se as denúncias forem aceitas, os investigados podem enfrentar inelegibilidade de até oito anos.

Desdobramentos e possíveis consequências

A fase atual do processo envolve a apresentação de defesas e testemunhas, com a possibilidade de audiências e a intervenção do Ministério Público. Independentemente do resultado, é esperado que os perdedores recorram às instâncias superiores, como o Tribunal Regional Eleitoral e o Tribunal Superior Eleitoral. Em última instância, a realização de uma nova eleição em João Pessoa não está descartada, caso as irregularidades sejam comprovadas.

Cenário eleitoral e pesquisas

Recentemente, pesquisas de intenção de voto indicam que Cícero Lucena lidera a corrida, com 59,1% das intenções, enquanto Marcelo Queiroga aparece com 36,9%. Essa diferença acentuada pode influenciar a estratégia dos candidatos nas próximas horas.

Hoje, o Correio Debate da TV CORREIO trouxe reportagem sobre essa judicialização.

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