Após ALPB, CMJP vota semana que vem “passaporte da vacina”

Depois da polêmica na Assembleia Legislativa, na semana que vem a Câmara de João Pessoa deve colocar em votação o projeto que institui a obrigatoriedade de apresentação do cartão de vacinação, comprovando a aplicação das duas doses contra a Covid 19, para ter acesso a ambientes públicos fechados.

Na sessão ordinária desta quinta-feira (7), os vereadores Carlão Pelo Bem e Tarcísio Jardim (ambos do Patriota) pediram respeito à individualidade e ao livre-arbítrio de cada cidadão que opta por não tomar agora a vacina contra a Covid-19.

“Esta Casa é rica justamente pelos pensamentos contrários. Tenho orgulho de ser vereador da Câmara Municipal de João Pessoa, porque o contraditório é respeitado. Isso faz com que a Câmara seja mais forte”, declarou Carlão. Em seguida, expressou seu posicionamento sobre o passaporte de vacinação: “O que faz homens do Legislativo restringirem a liberdade de pessoas sem que elas tenham cometido um crime? Fazendo com que não tenham acesso a um restaurante, ao seu salário?”, questionou.

Ele ainda explicou: “Nunca serei contra a vacina, mas a gente não pode deixar de enxergar que houve celeridade para que se conseguisse vacinar as pessoas. O transcorrer normal é, no mínimo, de 10 a 15 anos para uma vacina. Por quatro anos as pessoas morriam de caxumba, à espera de vacina. Quantos anos foi a da Covid-19? Menos de um ano”.

O vereador Tarcísio Jardim usou seu espaço na tribuna para também manifestar sua opinião quanto ao tema: “Eu vejo essa questão da vacina do jeito que a gente está vivendo a política. Hoje, se eu discordo do presidente Bolsonaro, sou ‘Lula Livre’. Se concordo, sou ‘bolsominion’. Familiares brigam, deixam de se falar por causa de ideologia política. E a ideologia política está tomando conta da vacinação. Quem não é a favor da vacina é ‘bolsominion’ e quem é a favor é ‘Lula Livre’. Estamos empobrecendo intelectualmente, querendo impor nossa visão uns aos outros. E o respeito está se acabando. Assim como está indo embora o respeito a quem quer ou não se vacinar”, explicou.