Atos em 16 cidades cobram votação do PL da Misoginia neste domingo
2 de agosto de 2026
Redação

O Levante Mulheres Vivas e movimentos sociais preparam atos em 12 cidades para o domingo (2), com o objetivo de pedir que o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), coloque em votação o PL 896/2023, conhecido como PL da Misoginia.

Em São Paulo, a mobilização organizada pelo Levante Mulheres Vivas começa às 14h, na Avenida Paulista. O ato integra a campanha nacional #VotaMottaPL89623 e terá como mensagem central a defesa da aprovação do projeto e o enfrentamento ao ódio e à discriminação contra mulheres.

Também estão previstas ações no Rio de Janeiro (RJ), São José, na Grande Florianópolis (SC), Salvador (BA), Pelotas (RS), Parnaíba (PI), Boa Vista (RR), Formosa, no Entorno do Distrito Federal (GO), Brasília (DF), Sorocaba (SP), Campo Grande (MS), Belo Horizonte (MG), Cataguases (MG), Curitiba (PR), Capão da Canoa (RS) e João Pessoa (PB). 

“Estamos levando às ruas um pedido respeitoso para que o presidente Hugo Motta ouça as mulheres e coloque o projeto em votação. O PL está pronto, a urgência foi aprovada e a Câmara precisa transformar esse reconhecimento em uma resposta concreta”, afirma Rachel Ripani, cofundadora do Levante Mulheres Vivas.

O projeto foi aprovado pelo Senado em março, com 67 votos favoráveis e nenhum contrário. Na Câmara, o regime de urgência foi aprovado em 1º de julho, por 293 votos a 158. A proposta está pronta para pauta no Plenário e aguarda despacho do presidente da Casa.

SERVIÇO – SÃO PAULO

Ato pela votação do PL 896/2023

Quando: domingo, 2 de agosto

Horário: a partir das 14h

Onde: Vão Livre do Masp, na Avenida Paulista, em São Paulo.

Sobre o Levante Mulheres Vivas

O Levante Mulheres Vivas é um movimento suprapartidário, voluntário e orgânico da sociedade civil. Surgido em dezembro de 2025 a partir de uma convocação da atriz Rachel Ripani nas redes sociais, o movimento realizou manifestações simultâneas em 21 estados e mais de 100 cidades brasileiras, reunindo milhares de pessoas contra o avanço do feminicídio.

Além da criminalização da misoginia, o movimento defende uma pauta nacional de enfrentamento à violência contra mulheres e meninas, com oito eixos estratégicos que incluem Delegacias da Mulher 24h, ampliação de casas-abrigo, resposta rápida do sistema de Justiça, proteção integral a filhos de vítimas, paridade feminina no poder público, regulação das plataformas digitais e garantia orçamentária para políticas públicas

Compartilhe: