Brasil não deve atingir universalização do saneamento básico em 7 anos
19 de junho de 2026
Redação

Brasil tem sete anos para universalizar o saneamento básico e precisará acelerar o ritmo dos investimentos para cumprir as metas previstas no Novo Marco Legal do Saneamento (Lei nº 14.026/2020). O tema integra a agenda de propostas elaborada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) para o próximo ciclo de governo. Entre os desafios apontados pela instituição está a necessidade de investir R$ 420 bilhões até 2033 para ampliar o acesso à água potável e aos serviços de coleta e tratamento de esgoto no país.

Embora o novo marco regulatório tenha impulsionado os investimentos nos últimos anos, o déficit de infraestrutura ainda é elevado. Desde a atualização da legislação, em 2020, foram realizados 64 leilões que abrangem 1.734 municípios e somam mais de R$ 370 bilhões em investimentos contratados. Ainda assim, a CNI alerta que 43% dos brasileiros ainda vivem sem coleta de esgoto e 16% sem água potável.

O diretor de Relações Institucionais da CNI, Roberto Muniz, alerta que ampliar o acesso ao saneamento é uma medida imprescindível, que levará benefícios sociais e econômicos. “Água tratada e coleta de esgoto estão diretamente ligadas à saúde, dignidade e à qualidade de vida das pessoas. Quando esses serviços não chegam, aumentam os riscos de doenças, gastos públicos e desigualdades. Por outro lado, a expansão dos serviços de saneamento básico contribui para o desenvolvimento das cidades e para o crescimento econômico”, explica o diretor.

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