O Brasil registrou 741 vítimas de feminicídio no primeiro semestre de 2026, segundo dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública. Embora o número represente uma redução em relação ao primeiro semestre do ano passado, o cenário permanece alarmante: somente entre janeiro e março, foram 399 vítimas, alta de 7,5% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registrados 371 casos.
O primeiro trimestre de 2026 foi o mais letal, com uma média de uma mulher vítima de feminicídio a cada 5 horas e 25 minutos no país. Diante do cenário, a advogada e candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC), Clariana Barão, defende que o combate à violência contra a mulher precisa acontecer antes que os casos terminem em feminicídio.

A própria candidata afirma ter recebido duas ameaças de morte desde o início de sua exposição na campanha. Segundo Clariana, a Polícia Federal foi acionada e ela passou a contar com monitoramento durante a campanha. “A campanha mal começou, aliás, nem começou direito. Mas bastou uma mulher aparecer para desafiar a política polarizada, tradicional, machista de sempre, e já recebi duas ameaças de morte. Vou repetir: duas mensagens ameaçando minha vida”, afirmou Clariana
Para a candidata, o episódio reforça a necessidade de combater a violência contra as mulheres não apenas depois que ela acontece, mas também por meio de prevenção, proteção e mudança cultural. “Durante muito tempo ouvimos que ‘em briga de marido e mulher ninguém mete a colher’. Essa cultura precisa ficar definitivamente no passado”, afirma Clariana.
“Violência doméstica não é uma questão particular de um casal. É uma violação explícita de direitos humanos e um problema de responsabilidade coletiva. Precisamos substituir urgentemente a pergunta ‘por que ela não foi embora?’ por ‘o que podemos fazer para que ela consiga sair em segurança?’, destacou.
Clariana também defende a ampliação dos canais de denúncia, a capacitação dos profissionais que atuam na ponta e a criação de estruturas regionalizadas de acolhimento, especialmente para atender mulheres que vivem em municípios de menor porte.
“Não podemos aceitar uma proteção que dependa do CEP da vítima. Em muitos municípios pequenos, a mulher não conta com delegacia especializada, suporte psicológico contínuo ou abrigo seguro para ela e seus filhos. Precisamos regionalizar a rede de acolhimento e garantir que, no momento em que tiver coragem de pedir ajuda, o Estado esteja pronto para protegê-la”, afirmou a candidata.
Sobre Clariana Barão
Clariana Barão é advogada especialista em Direito Administrativo e Gestão Pública, candidata à Presidência da República pelo Democracia Cristã (DC) nas eleições de 2026. Com sólida trajetória na defesa de causas sociais e direitos das mulheres, integra uma chapa presidencial histórica composta exclusivamente por mulheres
Jornalista, radialista e advogado, formado na UFPB, Hermes de Luna tem passagens nos principais veículos de comunicação da Paraíba. É MBA em Marketing Estratégico e em mídias digitais. Apresentador e editor de TV e rádio, também atuou na editoria de portais e sites do estado. Ganhador de vários prêmios de jornalismo, na Paraíba e no Brasil.