Câmara prestigia homenagem aos 110 anos do Tenente Lucena
6 de abril de 2022
Redação

Músico, militar, escoteiro, ator, defensor dos direitos da mulher ou, ainda, General das Tradições Nordestinas, como diria Câmara Cascudo. Esses são apenas alguns dos vários feitos e áreas pelas quais João Emídio de Lucena, mais conhecido por Tenente Lucena, passou em vida. Nesta quarta-feira (6), data que marcaria seu aniversário de 110 anos, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP), através de sua Fundação Cultural (Funjope), celebrou a data com programações no Centro Cultural Mangabeira, que terão continuidade no sábado (9), às 18h.
Representando a Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), o vereador Thiago Lucena, neto do homenageado, prestigiou a abertura das comemorações, que contou com uma mostra sobre a vida do General das Tradições Nordestinas, reunindo o acervo disponibilizado pelos familiares.
“Algo muito forte para mim é entender a importância da história que a gente deixa aqui. Comecei a entender mais isso depois da ida do meu pai, quando escuto em cada lugar que eu vou sobre o exemplo que ele deixou. Vovô deixou esse exemplo para o meu pai, deixou para mim também e assim a gente vai seguindo a vida tentando passar essa história para tantas pessoas que possam conhecer a importância do Tenente Lucena”, comentou o parlamentar.
Iguatemi Lucena, filha do homenageado, também participou da abertura. “A família vê isso com muita satisfação, com muito agradecimento, com reconhecimento a todos os que se empenharam para que esta homenagem acontecesse. É também uma sinalização da valorização da cultura paraibana e nordestina, porque Tenente Lucena, meu pai, foi um verdadeiro general das tradições nordestinas, como disse Câmara Cascudo. Ele se empenhou, não apenas para o folclore, mas para educar pela música, educar pelo exemplo”, disse.

Contribuições

Nascido em Itabaiana, em 1912, João Emídio de Lucena é um nome importante na história dos paraibanos e brasileiros, sendo um dos maiores folcloristas do país. Além da preservação de tradições nordestinas, também se empenhou na fundação de corais infantis e abrigos; atuou nos filmes paraibanos “A Canga”, “Bagaceira”, “Fogo Morto” e “O salário da morte”; como Chefe-escoteiro, envolveu gerações; serviu ao Exército Brasileiro; dirigiu a Penitenciária Modelo, em João Pessoa, e a então denominada “Escola Profissional Presidente João Pessoa”.

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