A campanha política nas redes sociais vem se aproximando do conteúdo digital, atualmente uma única participação pode render dezenas de cortes diferentes para circular nas plataformas. De acordo com levantamento realizado pela FGV Comunicação Rio, os Reels representaram 69,9% das publicações na plataforma e concentraram 91,6% do engajamento.
A preferência por conteúdos audiovisuais mostra que os candidatos estão ajustando sua comunicação para disputar a atenção do público nas redes, recorrendo ao dinamismo e ao apelo dos vídeos curtos, que vêm apresentando forte capacidade de gerar engajamento entre os eleitores.
Os números ajudam a entender por que candidatos têm investido nas participações em podcasts, entrevistas e outros formatos de conteúdo longo para as eleições de 2026. Embora esses formatos tenham duração muito maior do que os vídeos que predominam nas redes, uma única participação pode ser transformada posteriormente em diversos cortes, adaptados para diferentes plataformas e públicos.

“O conteúdo longo passa a funcionar como uma espécie de “matéria-prima” para a comunicação digital. Uma entrevista, por exemplo, pode gerar diferentes conteúdos sobre propostas, posicionamentos, respostas a adversários, declarações de efeito ou momentos de maior repercussão. A estratégia permite aproveitar uma mesma conversa para alimentar as redes durante diferentes momentos da campanha”, diz Paulo Grego, CMO da Real Oficial, plataforma de cortes em vídeos longos.
“Um candidato que participa de uma conversa de uma hora, pode sair dela com uma série de trechos que serão publicados individualmente. Uma lógica também permite adaptar o mesmo material ao comportamento de cada plataforma. Um trecho pode receber uma edição mais direta para o Instagram, outro pode ser utilizado no TikTok e uma terceira versão pode explorar um assunto diferente no YouTube Shorts”, completa Antônio Guimarães, CTO e Fundador da Real Oficial.
A disputa pela atenção do eleitor também acompanha a transformação tecnológica e os novos hábitos de consumo de conteúdo, especialmente entre as gerações mais jovens, que têm as redes sociais como um dos principais meios para acompanhar informações.
“A tendência é que esse formato continue crescendo. Os cortes estão ganhando viralizando nas redes, empresas e criadores também estão investindo nesse modelo para publicidade. Com os algoritmos favorecendo vídeos que conseguem prender a atenção e gerar interação rapidamente, os cortes se tornaram estratégia de comunicação, inclusive das campanhas eleitorais”. Finaliza Guimarães.
Sobre a Real Oficial
Fundada em agosto de 2025, a Real Oficial é uma startup brasileira presente em mais de 100 países, que usa inteligência artificial voltada à produção e distribuição de conteúdo digital. A plataforma transforma vídeos longos em conteúdos curtos para redes sociais, oferece recursos de edição em massa, Brand Kit, Workspace e tecnologias próprias de análise de vídeo. A empresa também opera campanhas B2B por meio de uma rede de clipadores remunerados por performance. Com mais de 2,5 mil assinantes ativos, a startup projeta superar R$ 1,5 milhão em faturamento em 2026.
Jornalista, radialista e advogado, formado na UFPB, Hermes de Luna tem passagens nos principais veículos de comunicação da Paraíba. É MBA em Marketing Estratégico e em mídias digitais. Apresentador e editor de TV e rádio, também atuou na editoria de portais e sites do estado. Ganhador de vários prêmios de jornalismo, na Paraíba e no Brasil.