Cássio lamenta morte de Orlando Tejo
2 de julho de 2018
Redação

Pelas redes sociais, o senador Cássio Cunha Lima manifestou pesar pela morte do escritor, ensaísta, folclorista, poeta e jornalista paraibano Orlando Tejo, que faleceu na madrugada deste domingo, em Recife, vítima de pneumonia, aos 83 anos.

Tejo se notabilizou com a obra “Zé Limeira, Poeta do Absurdo”, lançada em 1980, e que já está em sua décima edição. Neste livro, o poeta teve a sua genialidade carimbada ao encantar  a crítica e seduzir leitores, subvertendo a linearidade da vida com surpreendente mosaico de versos surreais.

Impasse

 Se ficar onde estou não faço nada,
Se sair por aí corro perigo,
Se me calo minh’alma é sufocada,
Se disser o que sei faço inimigo…
 
Se pensar vou trair a madrugada
E se sonho demais vem o castigo,
Se quiser subo até o fim de escada,
Mas precisa brigar, e eu não brigo!
 
Se cantar atropelo o contracanto,
Se não canto maltrato o coração,
Se me faço sofrer me desencanto,
 
Se reprimo o ideal perco a razão,
Se perder a razão, resta-me o pranto
E meu pranto não faz uma canção.

Orlando Tejo

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