Cássio lamenta morte de Orlando Tejo

Pelas redes sociais, o senador Cássio Cunha Lima manifestou pesar pela morte do escritor, ensaísta, folclorista, poeta e jornalista paraibano Orlando Tejo, que faleceu na madrugada deste domingo, em Recife, vítima de pneumonia, aos 83 anos.

Tejo se notabilizou com a obra “Zé Limeira, Poeta do Absurdo”, lançada em 1980, e que já está em sua décima edição. Neste livro, o poeta teve a sua genialidade carimbada ao encantar  a crítica e seduzir leitores, subvertendo a linearidade da vida com surpreendente mosaico de versos surreais.

Impasse

 Se ficar onde estou não faço nada,

Se sair por aí corro perigo,

Se me calo minh’alma é sufocada,

Se disser o que sei faço inimigo...

 

Se pensar vou trair a madrugada

E se sonho demais vem o castigo,

Se quiser subo até o fim de escada,

Mas precisa brigar, e eu não brigo!

 

Se cantar atropelo o contracanto,

Se não canto maltrato o coração,

Se me faço sofrer me desencanto,

 

Se reprimo o ideal perco a razão,

Se perder a razão, resta-me o pranto

E meu pranto não faz uma canção.

Orlando Tejo