Colaboração pode expor todos crimes da Calvário

Todos os indícios apontam para uma colaboração premiada da ex-secretária de Administração, Livânia Farias, que foi solta hoje por determinação judicial. No seu despacho, a juíza da Vara Criminal de João Pessoa, Andrea Gonçalves Lopes, deixa claro que a ex-secretária colaborou com as investigações e que confirmou as acusações feitas no processo pelo Ministério Público. Ou seja, assumiu a confissão de sua parte na culpa. Muito já se especulava após o anúncio da saída da equipe de defesa pelo advogado Solon Benevides. Agora ainda mais, com o mesmo caminho adotado pelo outro advogado, Sheyner Asfóra.

Também muito se especula, com toda sorte de interesse por trás da detonação ao léu de nomes de figuras públicas. O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) não confirma a colaboração premiada. Talvez nem precise mais. Estão evidentes as provas de que Livânia começou a falar e contar o que os magistrados e os promotores queriam ouvir. As provas dos crimes são robustas.

Livânia passou 37 dias na cadeia. A pressão psicológica é grande e não há como ficar segurando a mão de ninguém. Não há como ficar sustentando o apelo de quem está do lado de fora, solto e, hipoteticamente, beneficiado pelo esquema. O que pode vir à tona com os próximos passos da Operação Calvário deixa, desde agora, muita gente sem dormir.