Conferência do TCE-PB reforça papel fiscalizador e valoriza patrimônio cultural
11 de julho de 2025
Redação

O Tribunal de Contas da Paraíba (TCE-PB) e o Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) realizaram, nesta sexta-feira (11), a conferência “Cultura, Patrimônio Cultural e Cidadania: o papel da gestão pública e a atuação do Tribunal de Contas”, reunindo gestores, servidores públicos, representantes de instituições culturais e membros da sociedade civil.

Um dos momentos de destaque do evento foi o painel técnico com o tema “O Patrimônio Cultural como Oportunidade de Desenvolvimento Econômico e Social e Auditoria Conjunta entre os Tribunais de Contas da Paraíba e Pernambuco”, presidido pelo procurador-geral do MPC-PB, Marcílio Toscano Franca Filho. O debate contou com as participações de Marialvo Laureano, secretário da Fazenda da Paraíba, Pedro Santos, secretário de Estado da Cultura; João Batista Miguel, coordenador das atividades culturais do TCE-MG; e Tânia Nóbrega, diretora executiva do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep).

ICMS Cultural e Patrimonial – Durante a conferência, o secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, destacou os avanços das políticas públicas voltadas à preservação e valorização do patrimônio histórico e cultural paraibano, com ênfase no Programa ICMS Cultural e Patrimonial.

A iniciativa, instituída pela Lei nº 10.325/2014 e regulamentada pelo Decreto nº 43.711/2023, consiste em uma política de renúncia fiscal do Governo do Estado que permite que empresas do regime tributário normal patrocinem projetos culturais e patrimoniais, transformando 100% do valor investido em crédito presumido de ICMS.

Pedro Santos apresentou o cronograma de editais do programa, que desde 2023 tem ampliado o alcance das ações com chamadas públicas voltadas para diversas frentes: o Edital de Ações Continuadas (2023), o Edital Patrimônio Histórico (2024) e o Edital Caminhos dos Engenhos(2025).

Entre os projetos destacados, estão parcerias com a sociedade civil para a revitalização e ocupação de imóveis históricos, como as igrejas de Nossa Senhora de Lourdes e São Frei Pedro Gonçalves, o Terraço Sanhauá, o Casarão 22 na Praça Antenor Navarro, o Solar do Conselheiro e o Casarão Odon Bezerra.

O secretário também enfatizou a estratégia do Governo do Estado de utilizar imóveis próprios localizados no Centro Histórico de João Pessoa como espaços para equipamentos culturais e sociais. Entre os exemplos citados, estão o Museu da CidadeoCentro de Referência do Artesanato ParaibanoaEscola Técnica de ArtesParque Tecnológico Horizontes de InovaçãoaBiblioteca Estadual Augusto dos AnjosMuseu do Artesanato Paraibano, oMuseu da Polícia MilitarCentro Estadual de ArtesoPalácio dos Despachose oTeatro Santa Roza.

Programas como Caminhos da FéFortaleza de Santa CatarinaFliParaíba e Paraíba Chão de Histórias também foram ressaltados como ações que promovem a memória coletiva e incentivam a produção cultural no estado.

Compromisso fiscal e incentivo à cultura – O secretário da Fazenda, Marialvo Laureano, destacou o equilíbrio entre o incentivo à cultura e a responsabilidade fiscal. Segundo ele, o compromisso do Governo da Paraíba com a gestão eficiente dos recursos públicos tem permitido investimentos estruturantes no setor cultural.

“A cultura precisa de apoio, mas também de fiscalização. A sociedade, o Ministério Público e o Tribunal de Contas devem acompanhar as obras e eventos para assegurar a correta aplicação dos recursos. O governo está aberto e comprometido com a transparência e com o fortalecimento da nossa cultura”, afirmou.

Patrimônio como direito e vetor de desenvolvimento – A diretora executiva do Iphaep, Tânia Nóbrega, defendeu o patrimônio cultural como um direito fundamental e um importante vetor de desenvolvimento sustentável.

Durante sua fala, Tânia ressaltou o processo de reposicionamento institucional do Iphaep, que busca superar a imagem de órgão meramente fiscalizador e se consolidar como parceiro ativo de gestores públicos, comunidades e diversos setores sociais.

“O Iphaep não é apenas um órgão que fiscaliza. É uma instituição que propõe, que orienta, que escuta e que participa da construção coletiva de soluções. Estamos conectados com experiências bem-sucedidas de outros estados e buscamos agir com mais eficiência, sensibilidade e impacto social”, declarou.

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