Direção nacional do PT perde todas no TRE-PB

A direção nacional do PT perdeu mais duas na Justiça Eleitoral. Ontem, o presidente do TRE-PB, desembargador José Ricardo Porto, negou recurso interposto contra decisão do juiz federal Rogério Abreu. A direção, que interviu no diretório municipal para rifar a candidatura do seu filiado, deputado Anísio Maia, até já nomeou uma comissão interventora e tirou Giucélia Figueiredo da presidência da sigla na Capital. Mas vem perdendo todas quando tenta anular a convenção que homologou, por unanimidade a chapa Anísio Maia (PT) e Percival Henriques (PC do B).

Essa medida de força é antipática e antidemocrática, mesmo que a alegação é de que seja precisa nos estatutos partidários. Para uma legenda que se diz defensora da democracia, é um tiro no pé. E ela é enfatizada como se fosse um troféu pela presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffman.

Ontem também, o Pleno do Tribunal Regional Eleitoral,  por unanimidade, o recurso do Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores contra a concessão do registro de candidatura de Anísio Maia (PT) a prefeito de João Pessoa. A decisão confirmou a liminar do relator, Rogério Gonçalves de Abreu. A direção nacional, que perdeu os prazos para impugnar os atos de regularidade partidária terá que recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O prazo é de cinco dias depois da publicação do edital da Justiça Eleitoral com os nomes dos candidatos registrados após as convenções. Para o TRE, o Diretório Municipal do PT observou a legislação eleitoral e registrou a candidatura na data própria e, neste período, não houve contestação. Anísio tem como vice na chapa o empresário Percival Henriques (PCdoB).