Com a proximidade do pleito eleitoral, os desafios estruturais que vão compor a agenda da próxima gestão federal ganham espaço no debate público. Entre as prioridades econômicas, a implementação prática da reforma tributária exigirá atenção imediata do poder público devido à complexidade técnica na transição do modelo de cobrança sobre o consumo.
Uma análise da sócia-líder de Consultoria Tributária da Forvis Mazars, Valquíria Fiuza, aponta que o principal obstáculo operacional para a administração pública será gerenciar a coexistência de dois sistemas tributários distintos entre os anos de 2026 e 2033. Nesse período, os impostos atuais (PIS/Cofins, ICMS e ISS) vão rodar de forma simultânea com os novos modelos criados (IBS e CBS), obrigando as empresas e o fisco a manterem estruturas paralelas de apuração de obrigações acessórias.
De acordo com a especialista, o sucesso da transição depende de fatores que vão muito além da simples alteração de alíquotas. O processo demandará capacidade do governo para integrar dados de diferentes entes da Federação, operacionalizar a partilha de receitas entre União, estados e municípios e consolidar o funcionamento do Comitê Gestor do IBS em sintonia com a Receita Federal.
Com base nas projeções técnicas, a consultoria listou os cinco pontos críticos que vão exigir monitoramento centralizado por parte do próximo governo:
A conclusão do diagnóstico indica que, por se tratar de uma alteração estrutural no ambiente de negócios brasileiro, a organização e previsibilidade do cronograma serão fundamentais para reduzir os níveis de insegurança jurídica entre os contribuintes e garantir o equilíbrio fiscal do país.
Jornalista, radialista e advogado, formado na UFPB, Hermes de Luna tem passagens nos principais veículos de comunicação da Paraíba. É MBA em Marketing Estratégico e em mídias digitais. Apresentador e editor de TV e rádio, também atuou na editoria de portais e sites do estado. Ganhador de vários prêmios de jornalismo, na Paraíba e no Brasil.