Famílias formadas por casais com filhos deixam de ser maioria na Paraíba
6 de novembro de 2025
Redação

Das quase 1,4 milhão de unidades domésticas recenseadas na Paraíba em 2022, 16,5% (225.195) eram unipessoais (pessoas que viviam sozinhas). Por outro lado, 82,6% (1,1 milhão) de unidades domésticas eram formadas por duas ou mais pessoas com parentesco, em diferentes configurações, onde viviam 1,2 milhão de famílias.

Do total de famílias residentes no estado, 88,8% (1 milhão) eram únicas, o que significa que as respectivas unidades domésticas eram formadas por apenas uma família, enquanto 11,2% (133,4 mil) eram famílias conviventes, que compreendem a família principal, responsável pela unidade doméstica, além de um ou mais núcleos familiares secundários.

Em 2022, as famílias únicas ou conviventes principais formadas por casais com filhos passaram a representar menos da metade do total de famílias do estado. De 2010 para 2022, o percentual desse tipo de composição recuou de 56,4% (543,8 mil) para 46,6% (525,3 mil) do total de famílias, respectivamente. Já o casal sem filhos foi a composição que apresentou maior crescimento, passando de 18,9% (182,4 mil) para 25,3% (285,3 mil), no mesmo período.

Em 2022, havia na Paraíba cerca de 159 mil mulheres sem cônjuge e com filhos

O Censo 2022 constatou que, na Paraíba, 14,1% (158,9 mil) das mulheres cuidavam dos filhos sem a presença do cônjuge ou de outros parentes, contra 12% (115,5 mil) em 2010. A proporção estadual para 2022 ficou acima da média brasileira (13,5%), mas abaixo da média nordestina (14,8%). Já a participação da forma masculina de composição familiar monoparental, isto é, formada por homens sem cônjuge com filhos, sua participação subiu de 1,5% (14,5 mil famílias) em 2010, para 1,8% (20,3 mil) em 2022.

Além disso, temos famílias formadas por mulheres sem cônjuge e com filhos e outros parentes, que representavam 4,2% (48,8 mil) do total de famílias, em 2022, contra 4,6% para 2010 (44,8 mil). Quanto à proporção de famílias formadas por homens que residem com os filhos sem cônjuge, mas com outros parentes, foi observada estabilidade, com 0,6% tanto em 2010 como em 2022.

Número de unidades domésticas com apenas uma pessoa cresceu quase 110% em 12 anos, na Paraíba

No período intercensitário de 12 anos, de 2010 a 2022, o número de unidades domésticas unipessoais em domicílios particulares permanentes da Paraíba passou de 107.393 para 225.195, respectivamente, o que corresponde a um crescimento de 109,7%. Essa variação percentual foi superior à observada nas médias nacional (96,3%) e regional (104,8%), além de ter sido a 9ª maior alta do país.

Em termos relativos, houve um aumento de 6,5 pontos percentuais na participação dessas unidades domésticas no total estadual, a qual passou de cerca de 10% em 2010, quando havia no estado um total de 1,077 milhão unidades domésticas, para 16,5% em 2022, de um total de 1,365 milhão unidades.   

O levantamento mostrou ainda que em 51,1% (115.150) das unidades domésticas unipessoais contabilizadas no estado, em 2022, a pessoa responsável pelo domicílio era do sexo masculino, enquanto nas demais 48,9% (110.046) unidades essa pessoa era do sexo feminino. No quesito cor ou raça, a maioria das pessoas responsáveis por essas unidades domésticas se autodeclaram como pardas (51,9%), seguidas pelas brancas (37%) e pretas (10,6%). Quanto à idade dessas pessoas, o grupo etário com idade acima dos 60 anos era majoritário, com 42,1%, enquanto 47,8% tinham entre 30 e 59 anos e apenas 10% tinham menos de 30 anos.

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