IFPB deve decretar greve em todos os campi da PB
25 de março de 2024
Redação

Nesta terça-feira (26), o Sindicato dos Trabalhadores Federais da Educação Básica,Profissional e Tecnológica da Paraíba (Sintef-PB), realizará a assembleia do
campus João Pessoa, o maior campus IFPB do estado. Na pauta, os servidores técnicos e docentes, irão votar para deliberação de adesão à greve nacional dos Institutos Federais a partir do dia 3 de abril de 2024, data já foi aprovada pelo Sinasefe (Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica), durante plenária no último dia 17 de março.

Aqui na Paraíba, o SintefPB já realizou 7 assembleias pelos campi e todos aprovaram a greve para o dia 3 de abril. São eles: Picuí, Guarabira, Patos, Cajazeiras,Campina Grande, Sousa e Monteiro.

Ao longo da semana, serão realizadas assembleias nos demais Campi: Cabedelo, Princesa Isabel, Santa Rita, Esperança, Santa Luzia, Soledade, Pedras de Fogo, Itabaiana, Areia, Itaporanga e Catolé do Rocha.

REIVINDICAÇÕES

Os Servidores (as) técnicos e docentes da educação federal lutam por:

  • Reestruturação das Carreiras de Técnicos e Docentes;
  • Recomposição Salarial;
  • Revogação de todas as normas que prejudicam a educação federal;
  • Recomposição do orçamento e reajuste imediato dos auxílios e bolsas dos estudantes;
  • Código de vagas e concurso imediato para Técnicos e Docentes do IFPB;
  • Contra a precarização dos IFs.

CRIAÇÃO DE MAIS CAMPI

O Sintef-PB se mostra animado com o recente anúncio da expansão da rede pelo Governo Federal, o qual criará 100 novas unidades em todo o país, sendo que em nosso estado teremos três novas unidades. “Porém, a luta é para que essa expansão aconteça de forma organizada, visando a estruturação dos campi já criados desde a formação da rede, em 2008, através de uma urgente recomposição orçamentária”, afirma David Lobão, coordenador geral do sindicato.

NEGOCIAÇÕES

Foi reaberta a mesa nacional de negociação permanente e já em 2023 os técnicos e docentes tivera, duas solicitações de reajustes de benefícios e de um pedido de contingenciamento da LOA de 2023 para aumentar os salários.
Apesar das negativas, servidores tiveram um reajuste de 9% em maio de 2023.
No dia 30 de agosto do ano passado, os servidores foram informados pelo governo de que a LOA de 2024 “não teria nenhum centavo para reajustes.
o governo acenou com a possibilidade de existir reajuste em 2024, caso a arrecadação fosse maior do que a prevista pela LOA.

A arrecadação do governo bateu recordes, estando projetada para uma arrecadação de R$ 20 bilhões a mais do que a previsão inicial da LOA 2024, o que permitiria ao governo fazer um aditivo, definindo como gastar esse dinheiro.
“Estamos lutando para ter orçamento para os servidores na LOA de 2025. Sem orçamento na LOA não teremos reestruturação de carreiras. Nossa luta tem que ser por parte desses 20 bilhões, lutando com nosso recurso que é a construção da greve nacional, o que significa que não devemos assistir passivamente o governo gastar em 2024 mais de R$ 5,7 trilhões e nenhum centavo ser destinado para recuperar nossas perdas salariais e nossas carreiras”, afirmou David Lobão, coordenador-geral do Sintef-PB.

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