Leto Viana é condenado a mais de 6 anos de prisão na Xeque Mate

Saiu a primeira condenação da Operação Xeque Mate, que apura desvio de dinheiro público e compra de mandato em Cabedelo. O ex-prefeito Leto Viana e o ex-presidente da Câmara de Vereadores, Lúcio José de Nascimento Araújo, a 6 anos e 4 meses em prisão de regime semi-aberto. Ou seja, passam a noite na cadeia e durante o dia ficam em casa. A 5 anos e 4 meses foram condenados a ex-primeira-dama, Jaqueline França, e mais cinco réus.

A principal acusação contra Leto Viana é de que ele teria comprado o mandato do então prefeito, Luceninha, num esquema que teria envolvido jornalistas, ex-vereadores, empresários e servidores públicos. Leto Viana chegou a ser preso. Essa é apenas a primeira condenação e trata das penas do chamado "núcleo político" identificada a Operação Xeque Mate e desbaratada pela Polícia Federal.

O ex-prefeito de Cabedelo Wellington Viana (Leto Viana) foi condenado pelo juiz Henrique Jorge Jácome de Figueiredo, da 1ª Vara da Comarca de Cabedelo. Outras oito pessoas também tiveram condenação. Leto também terá que pagar 30 dias-multa no âmbito da Operação Xeque-Mate, deflagrada pelo Ministério Público da Paraíba e Polícia Federal.



Na decisão, o magistrado condenou Leto Viana por “promover, constituir, financiar ou integrar organização criminosa”, crime que pode resultar em até oito anos de reclusão. Leto é acusado de participar da compra do mandato do ex-prefeito do município Luceninha. Apesar de condenado, o ex-prefeito e os outros oito réus, poderão recorrer em liberdade.

Na decisão, o juiz informa que, de acordo com o Ministério Público, a denúncia oferecida trata “apenas da existência da organização criminosa (composição e dinâmica de atuação, formados por dois núcleos maiores de atuação) que se instalou em Cabedelo, em 2013, quando da renúncia do ex-prefeito José Lucena Filho, o Luceninha.

E completa: “…mas com atuação que se protraiu no tempo, de modo que infrações penais diversas (crimes previstos nas Leis nos 8.666/93 e 9.613/98 e no Código Penal, hipóteses de corrupção [ativa e passiva] e peculato, entre outras infrações específicas), consumadas por seus integrantes, serão objetos

de denúncias autônomas”.