Lula amplia votação nos 9 estados do Nordeste e garante vantagem decisiva na reeleição
25 de outubro de 2026
Redação

Presidente reeleito cresceu em todos os estados nordestinos no segundo turno contra Flávio Bolsonaro. Bahia, Pernambuco e Ceará registraram as maiores diferenças absolutas de votos, enquanto o Piauí apresentou a maior vantagem proporcional.

O Nordeste voltou a desempenhar papel decisivo em uma eleição presidencial. Reeleito neste domingo, 25 de outubro de 2026, para um quarto mandato, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu Flávio Bolsonaro (PL) nos nove estados da região e ampliou a votação obtida no primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

O resultado confirma a continuidade da preferência majoritária do eleitorado nordestino pelo presidente. No primeiro turno, Lula havia recebido 21.494.584 votos na região, equivalentes a 63,77% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro conquistou 10.398.973 votos, ou 30,85%, segundo os dados apresentados.

Na segunda votação, a vantagem do petista aumentou. A apuração divulgada na noite deste domingo mostrou crescimento percentual de Lula em todos os nove estados. Flávio Bolsonaro, por sua vez, perdeu participação proporcional em seis deles, embora tenha ampliado sua votação em números absolutos em alguns estados.

A tendência foi registrada em levantamentos da apuração do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) publicados ao longo da noite.

O desempenho nos nove estados

A comparação revela que Lula superou a marca de 60% dos votos válidos em todos os estados nordestinos. O Piauí manteve a maior vantagem proporcional, enquanto a Bahia respondeu pelo maior volume de votos do presidente reeleito na região.

Os percentuais do segundo turno abaixo correspondem à atualização mais recente consultada da totalização eleitoral, que já estava concluída na maioria dos estados. Os números do primeiro turno são os fornecidos para esta reportagem.

Comparativo da votação no Nordeste — 1º e 2º turnos

Segundo turno: atualização do TSE de 25/10/2026, às 22h06, reproduzida pelo Pacto pelo Serviço Público. Bahia e Maranhão ainda tinham pequenas parcelas de seções pendentes.

EstadoLula 1º turnoLula 2º turnoFlávio 1º turnoFlávio 2º turno
Alagoas54,73%60,77%40,45%39,23%
Bahia66,17%71,31%28,53%28,69%
Ceará63,29%68,93%31,27%31,07%
Maranhão63,99%69,54%30,90%30,46%
Paraíba61,31%67,46%33,07%32,54%
Pernambuco63,45%69,20%31,03%30,80%
Piauí70,99%75,88%24,09%24,12%
Rio Grande do Norte59,75%65,72%34,77%34,28%
Sergipe62,75%69,53%30,63%30,47%

A soma dos resultados estaduais mostra que Lula acrescentou aproximadamente 2,95 milhões de votos à votação do primeiro turno no Nordeste. Flávio Bolsonaro também cresceu em números absolutos, com cerca de 397 mil votos adicionais.

A diferença entre os dois candidatos, que era de aproximadamente 11,1 milhões de votos no primeiro turno, chegou a 13.653.146 votos no segundo.

O resultado regional foi determinante para o placar nacional. Enquanto Flávio Bolsonaro obteve vantagens expressivas em estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste, a diferença construída por Lula no Nordeste compensou esses resultados e contribuiu para sua reeleição.

Bahia concentra maior votação de Lula


A Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste, registrou o maior volume de votos para o presidente reeleito. Lula passou de 5.664.771 votos no primeiro turno para 6.484.995 no segundo, alcançando 71,31% dos válidos.

Flávio Bolsonaro também ampliou sua votação no estado, de 2.442.585 para 2.608.722 votos, chegando a 28,69%.

A diferença entre os candidatos ultrapassou 3,87 milhões de votos, a maior registrada em um estado nordestino.

Em Pernambuco, Lula chegou a 4.117.513 votos, contra 1.832.554 de Flávio Bolsonaro. A vantagem do petista foi superior a 2,28 milhões de votos.

No Ceará, Lula obteve 4.036.124 votos, enquanto Flávio recebeu 1.819.478. A diferença ultrapassou 2,21 milhões.

Esses três estados, juntos, responderam por mais de 8,3 milhões de votos da vantagem regional de Lula.


Piauí registra maior vantagem proporcional


O Piauí confirmou o maior percentual de votos para Lula entre os nove estados nordestinos.

O presidente passou de 70,99% no primeiro turno para 75,88% no segundo, com 1.653.989 votos. Flávio Bolsonaro recebeu 525.859 votos, equivalentes a 24,12%.

A vantagem do petista chegou a 51,76 pontos percentuais.

No Maranhão, Lula alcançou 69,54% dos votos, com 2.807.591, contra 1.229.657 de Flávio Bolsonaro, que registrou 30,46%.

Em Sergipe, o presidente recebeu 989.041 votos, ou 69,53%, enquanto o adversário somou 433.354, correspondentes a 30,47%.
Paraíba amplia votação de Lula em mais de 250 mil votos
Na Paraíba, Lula também aumentou a votação entre os dois turnos. O presidente passou de 1.541.127 votos, ou 61,31%, para 1.794.059 votos, equivalentes a 67,46%.

O crescimento foi de 252.932 votos.

Flávio Bolsonaro passou de 831.377 votos, ou 33,07%, para 865.210, correspondentes a 32,54% dos votos válidos.

Embora tenha recebido mais 33.833 votos, o candidato do PL registrou redução de 0,53 ponto percentual em sua participação.

A vantagem de Lula na Paraíba chegou a 928.849 votos, contra 709.750 no primeiro turno.

O resultado mostra que o crescimento da votação do presidente foi significativamente maior do que o registrado pelo adversário, ampliando a diferença entre os dois candidatos no estado.
Rio Grande do Norte e Alagoas também ampliam diferenças
No Rio Grande do Norte, Lula recebeu 1.413.596 votos, equivalentes a 65,72%. Flávio Bolsonaro conquistou 737.409, ou 34,28%.

A diferença foi de 676.187 votos. No primeiro turno, o presidente havia registrado 59,75%, contra 34,77% do candidato do PL.

Em Alagoas, onde a disputa havia apresentado a menor diferença proporcional entre os candidatos no primeiro turno, Lula ampliou sua votação de 54,73% para 60,77%.

O presidente recebeu 1.152.621 votos, enquanto Flávio Bolsonaro conquistou 744.140, ou 39,23%. A diferença chegou a 408.481 votos.

Os dois estados mantiveram, portanto, o mesmo candidato mais votado do primeiro turno, com ampliação da vantagem petista.

Comparecimento eleitoral e resultado nacional

A participação dos eleitores também ajuda a explicar o crescimento do número absoluto de votos. Dados divulgados durante a apuração apontaram redução da abstenção em sete dos nove estados nordestinos, com destaque para Pernambuco, Bahia e Rio Grande do Norte. No Maranhão e no Piauí, houve aumento da ausência de eleitores.

A redução da abstenção, entretanto, não permite concluir isoladamente que os novos eleitores tenham votado em determinado candidato. O crescimento das votações também pode refletir mudanças de escolha entre os turnos e a ausência dos demais concorrentes na segunda votação.

No cenário nacional, às 22h06 deste domingo, com 99,98% das seções totalizadas, Lula registrava 64.241.786 votos, equivalentes a 51,78% dos válidos. Flávio Bolsonaro somava 59.818.887 votos, ou 48,22%.

A diferença nacional era de 4.422.899 votos.

A comparação regional evidencia a importância do Nordeste para o resultado. A vantagem de Lula na região, superior a 13,6 milhões de votos, foi maior do que a diferença nacional entre os candidatos.

O presidente reeleito terminou a disputa com vitória nos nove estados nordestinos, repetindo o resultado do primeiro turno e ampliando sua participação percentual em todos eles.

A votação também confirma diferenças territoriais no comportamento do eleitorado brasileiro. Enquanto Lula concentrou vantagens expressivas no Nordeste, Flávio Bolsonaro manteve desempenho majoritário em diversos estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

O resultado final foi definido pela soma nacional dos votos válidos, assegurando a Lula um quarto mandato presidencial.

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