Maioria dos moradores da Paraíba vive em vias onde há pelo menos uma árvore
23 de abril de 2025
Redação

Os dados da pesquisa do IBGE mostram que, na Paraíba, em 2022, 64,7% (2 milhões) dos moradores viviam em domicílios com vias arborizadas, proporção um pouco inferior à constatada no cenário nacional (66%), mas bem superior ao cenário nordestino (55,2%). Por outro lado, 35,2% (1,1 milhão) dos moradores residem em vias sem arborização.

Em termos de densidades de arborização, dos moradores contabilizados em vias estaduais com presença de árvores, 721 mil (23%) viviam em vias com até 2 árvores, cerca de 418 mil (13,3%) em vias com 3 ou 4 árvores, enquanto 889 mil (28,4%) moravam em vias com 5 ou mais árvores. Para o Brasil e o Nordeste, os percentuais foram de 20,5%, 13,5% e 32,1%; e de 20,6%, 11,1% e 23,5%, respectivamente.

De acordo com os dados da pesquisa do entorno, os municípios paraibanos onde foram constatados os menores percentuais de moradores em vias com arborização foram Matinhas (23,8%), Alagoa Nova e Lucena (ambas com 30,0%), Araçagi (30,3%) e São Miguel de Taipu (31,6%). Por outro lado, Marcação (96,2%), Triunfo (96,7%), Poço de José de Moura (96,8%), Curral Velho (97,1%) e Santa Inês (97,3%) registaram os maiores percentuais. Entre os municípios mais populosos do estado, destacam-se Patos, com 88,1%, e Bayeux, com apenas 38,8%; enquanto para João Pessoa e Campina Grande, as proporções constatadas foram de 53,2% e 74,2%, respectivamente.

“A arborização urbana é para a qualidade de vida nas cidades. Ela contribui para o bem-estar dos habitantes, causando diversos benefícios ambientais, sociais e econômicos. A redução da temperatura é uma consequência importante, causando a incidência de ilhas de calor ao longo do tecido urbano. Ao integrar os resultados da pesquisa urbanística com práticas de arborização, os municípios podem criar ambientes urbanos mais deficiências e características, melhorando a qualidade de vida de seus habitantes”, frisa o essencial do analista do IBGE Maikon Novaes.

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