Mais de um quarto dos trabalhadores do país está no agro
6 de novembro de 2026
Redação

O agronegócio brasileiro encerrou o segundo trimestre de 2026 com 28,4 milhões de pessoas ocupadas, o maior número já registrado para o período desde o início da série histórica, em 2012. O dado é do Boletim Mercado de Trabalho no Agronegócio, produzido pelo Cepea, centro de pesquisa da Esalq/USP, em parceria com aConfederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Com isso, o setor respondeu por 26% de todas as pessoas ocupadas no país – mais de um em cada quatro trabalhadores brasileiros. O resultado ocorre em um cenário de mercado de trabalho aquecido: segundo o boletim, a taxa de desocupação no país foi de 5,4%, a menor já observada para um segundo trimestre.

Crescimento puxado pelo trabalho nas propriedades rurais

Na comparação com o primeiro trimestre de 2026, o número de ocupados no agro subiu 0,1%, o equivalente a cerca de 27 mil trabalhadores. O avanço veio do segmento primário, que reúne as atividades dentro da porteira, e cresceu 1,9% (mais 145,8 milpessoas), com destaque para cafeicultura, milho e cereais.

Os demais segmentos tiveram desempenho diferente: agrosserviços perderam cerca de 101,7 mil ocupados, insumos agropecuários recuaram 15,3 mil e a agroindústria ficou praticamente estável, com redução de 1,8 mil pessoas.

Quem trabalha no agro

Em relação ao segundo trimestre de 2025, o número de mulheres ocupadas no setor cresceu 0,7% (mais 76 mil), e o de homens, 0,6% (mais 112,5 mil). O boletim também registra alta de 2,4% no número de trabalhadores por conta própria (mais 160,8 mil) e de 3,5% no de empregadores (mais 35,7 mil).

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